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Não existe qualquer dúvida de que o Inverno é uma época difícil para a pesca ao achigã. Além das agruras climatéricas a que os pescadores ficam sujeitos, no Inverno, em águas frias, os achigãs encontram-se num estado pouco activo, despendendo o mínimo de energia possível e, como tal, não vão despender energia a perseguir as nossas amostras.
No entanto existem dias de pesca que podem ser um sucesso caso se consiga descobrir um padrão sólido. Dos vários factores a ter em conta, os que talvez terão mais influência no sucesso de uma pescaria de Inverno serão a velocidade de queda da amostra, a sua colocação na zona de acção dos achigãs e o tempo que se dá para que o achigã reaja.

Tendo em atenção estes três factores torna-se mais fácil escolher as amostras indicadas para esta altura.
Se tivermos em atenção as melhores amostras de cada mês, durante os meses de Inverno, chegamos facilmente ás 3 amostras que são, sem sombra de dúvidas, as mais utilizadas por todos os pescadores de achigã profissionais. São elas os jigs, os crankbaits e os jerkbaits suspending. Vamos então analizar cada uma destas amostras.

Jigs

Os jigs aparecem por várias vezes como a amostra mais utilizada ao longo de todo o ano. Nesta altura, os jigs podem ser produtivos de duas formas: na queda e arrastados lentamente pelo fundo.

Jig finesse com vinil atrelado

Jig finesse com vinil atrelado

Se o objectivo é utilizar os jigs na queda, então podemos optar por versões de finesse, mais pequenos e com um perfil menos volumoso. Aqui o que conta é a velocidade da queda. Uma forma de abrandar essa velocidade é adicionando atrelados de vinil. Quanto maior o atrelado, mais lenta será a queda da amostra. No momento de escolha do atrelado convém não esquecer que estamos num período em que todos os seres que vivem na massa de água sofrem com o frio, e por isso se deslocam mais devagar. Assim, convém utilizar atrelados que proporcionem uma acção meramente subtil. Vamos guardar tudo o que são atrelados que se mexem bastante mais para a frente.

Se o objectivo é tentar capturar peixes que se encontrem “colados” ao fundo, aí devemos optar por uma apresentação horizontal, em contacto com o fundo. Mais uma vez, devemos optar por atrelados e sais que não tenham muita acção de movimentos e arrastar o jig pelo fundo de forma lenta, intercalado com algumas pausas.

Crankbaits

Na altura de escolher um crankbait, a principal característica a ter em atenção nesta altura do ano é, novamente, a acção da amostra. Mais uma vez, devemos escolher amostras com um nadar menos pronunciado. A amostra pode abanar bastante, mas a parte traseira da amostra deve, durante o processo de recuperação, manter-se alinhada com a frente da amostra. Este tipo de acção é conseguido com crankbaits flat-side, como por exemplo o tão conhecido Ima Shaker.

ima Shaker – um bom exemplo de um crankbait flat-side

ima Shaker – um bom exemplo de um crankbait flat-side

Mas outros formatos de corpo também podem ser utilizados com sucesso.
A forma mais fácil de saber se um cranbait “abana” muito ou pouco a parte de trás é através do alinhamento da pala da amostra com o corpo da amostra. Se a pala, independentemente do seu tamanho, estiver alinhada com a amostra, então a parte de trás da amostra abana pouco.

Existem também crankbaits suspending, uma característica que é sem dúvida uma mais valia, sobre a qual falarei de seguida.

Jerkbaits suspending

Os jerkbaits suspending são uma das amostras mais utilizadas em águas frias.
Com um perfil que imita na perfeição pequenos peixes presa do achigã, estas amostras permitem ainda parar por vários segundos, mantendo-se durante todo esse tempo na zona de ataque. É frequente ouvirmos alguns profissionais americanos mencionar que mantêm a amostra parada, sem o mais pequeno toque de animação durante 15 a 20 segundos. Este tipo de paragem é fundamental em águas muito frias, e para a conseguir é necessário uma amostra bem calibrada, que suspenda na perfeição ou, no mínimo, que afunde ou imerja muito muito lentamente, de forma a dar todo o tempo do mundo ao achigã para se decidir a atacar.

Neste vídeo, Hermínio Rodrigues fala sobre estas amostras:

Suspender uma amostra

Existem no mercado imensas variedades de amostras com a característica suspending, no entanto, quando as retiramos da caixa e começamos a utilizar, o mais provável é não terem uma suspensão perfeita.
Isto não quer necessariamente dizer que suspendem mal. O problema é que a suspensão de cada amostra varia de acordo com a temperatura da água pois, quanto mais fria for a água, mais densa será. Assim, em água extremamente fria, uma amostra suspending poderá ter tendência para imergir lentamente, enquanto que em água mais quente uma amostra suspending terá tendência para afundar lentamente.
Muitos pescadores afirmam que preferem uma amostra que funde lentamente inclinada de cabeça para baixo a uma que suspenda na perfeição. Isto prende-se com o facto de, dessa forma, se imitar um peixe moribundo, que afunda enquanto morre lentamente – uma refeição fácil que nenhum achigã deverá conseguir resistir.

Na altura da compra, procurem pela palavra SUSPENDING na caixa

Na altura da compra, procurem pela palavra SUSPENDING na caixa

Conclusão

Certamente existirão outras amostras que são igualmente bem adaptadas para a pesca no Inverno, no entanto, e como já referido, os jigs e as amostras com capacidade para suspender são sem sombra de dúvidas as primeiras escolhas dos profissionais americanos de pesca ao achigã.

Alberto Nunes

Alberto Nunes é um profissional de Informática viciado em pesca ao achigã. Criou o basspt.com para partilhar as suas ideias e experiências de pesca ao achigã, e para colmatar a falta de informação em Portugal sobre esta temática.

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