No passado dia 16 de Maio, o primeiro dia após o final do defeso, eu e o meu colega Nuno Duarte, como tantos outros pescadores de achigã, fomos fazer a nossa abertura, este ano de margem.

O dia estava quente, e o Sol abrasador… que belo escaldão que apanhei no pescoço… Aqui fica a dica – não se esqueçam do protector solar para as vossas incursões! 😉 Eu nem quero imaginar com teria sido se tivesse ido de barco…

Bem, vamos então ao que interessa. Este ano, decidimos fazer uma abertura de margem (já em preparação para a primeira prova do Nacional :)), e decidimos fazer uma coisa tipo “rota dos pequenos açudes”!

A ideia era bastante simples – sair de casa por volta das 9h (acabou por ser ás 10h), e passar por 3 ou 4 açudes antes de almoço. De tarde estava prevista uma incursão a um açude maior, que nos iria ocupar a tarde toda, pois é grande e levamos bastante tempo a dar a volta…

O primeiro açude tem condições excelentes para os achigãs – bastantes pinheiros caídos dentro de água, zonas com erva, e tanto zonas bastante baixas como também fundas.

Primeiro açude da abertura de 2012

Primeiro açude da abertura de 2012. Decididamente um local a preservar!

Mas apesar das condições para os peixes, os resultados tardaram em chegar. Só depois de termos dado mais de meia volta ao açude é que o Nuno conseguiu a primeira captura, com vinil, numa zona com bastantes paus e ramos de pinheiro submersos.

Primeiro achigã da abertura 2012 - Nuno Duarte

Primeiro achigã da abertura 2012 – Nuno Duarte

Por esta altura eu andava a “testar” uma amostra nova de hélices que comprei… e ainda nem sequer uma picada tinha tido…

Entretanto o Nuno andou mais para a frente para ir explorar uns troncos que existiam mais à frente, e eu lá coloquei os meus adorados Dinger‘s e fui experimentar o local onde ele tinha apanhado o primeiro achigã…

Um lançamento mais colocado junto à margem, e eis que se dá o primeiro ataque! Mas como já vinha a puxar a amostra para a recolher, não consegui ferrar o peixe… Mais umas tentativas, e menos umas amostra e um anzol… É nesta altura que reparo que ia com a bolsa do saco onde guardo os vinis aberta, e me faltava um saco de Dinger’s… Felizmente tenho uns 4 ou 5 dos mesmos! 😀

Novo empate texas sem peso, mais uns lançamentos, e eis que perco novamente a amostras dentro dos ramos dos pinheiros…

Por esta altura comecei a achar melhor parar… descontrair… ir à procura do saco das amostras que tinha perdido, e mudar de açude…

Novo açude, condições de margens e água totalmente diferentes, e eis que sou eu a abrir as hostilidades – o meu primeiro achigã da abertura 2012!

Primeiro achigã da abertura 2012 - Alberto Nunes

Primeiro achigã da abertura 2012 – Alberto Nunes

Não era grande coisa, mas já devia pontuar, se estivéssemos a competir… 🙂

Mais uns lançamentos e mudámos novamente de açude…

Quando lá chegámos tivemos uma surpresa – toda a vegetação em volta do açude tinha sido limpa… Este era considerado por nós um “santuário”, pois apenas era acessível de uma das margens, e tinha bastante vegetação dentro de água, o que o torna “difícil” de pescar, sendo desencorajador para os muitos pescadores aqui da zona que pesca sem libertar. Mas esperemos que a pouca vegetação de ainda existe dentro de água dei-a alguma protecção aos nossos amigos, para que nos possam continuar a proporcionar mais bons momentos de pesca ao achigã.

Aqui ficam então algumas fotos deste último açude da manhã.

Abertura 2012 - bons achigãs - Alberto Nunes

Abertura 2012 – bons achigãs – Alberto Nunes

Abertura 2012 - bons achigãs - Nuno Duarte

Abertura 2012 – bons achigãs – Nuno Duarte

 

Abertura 2012 - bons achigãs - Alberto Nunes

Abertura 2012 – bons achigãs – Alberto Nunes

Praticamos pescar e libertar, pelo que aqui fica um registo desse momento tão importante:

De tarde lá fomos rumo ao tal grande açude, mas acabou por ser uma má escolha. Tínhamos lá ido duas vezes no ano passado, sempre com bons resultados.

Quando lá chegámos, o açude estava mais seco do que estava no final do Verão do ano passado. Todas árvores e pequenas estruturas de madeira que no ano passado mal se viam de fora de água, estavam agora totalmente à vista, deixando praticamente de ter locais que visivelmente atrairiam o peixe…

O balanço foi um único achigã com 30cm – foi mesmo o único que picou. Passámos uma tarde inteira a andar e a lançar sem uma única picada!

Seja como for, foi um belo dia de pesca!

Volto a relembrar todos os leitores que praticamos “pescar e libertar”. Assim, e visto todos os açudes retratados se tratarem de pequenos açudes, peço-vos que não me perguntem onde são, pois não irei responder, sob pena de serem “assaltados” pelo “pessoal da saca”!

Alberto Nunes

Alberto Nunes é um profissional de Informática viciado em pesca ao achigã. Criou o basspt.com para partilhar as suas ideias e experiências de pesca ao achigã, e para colmatar a falta de informação em Portugal sobre esta temática.

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