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Terminou no passado dia 15 de Maio o período de defeso em Portugal. São 2 meses, entre 15 de Março e 15 de Maio, em que é proibido pescar, medida com intuito de proteger os achigãs que se encontram no seu período de reprodução. Ontem, dia 16 de Maio foi dia da tão aguardada abertura da pesca ao achigã!

Ao contrário dos últimos anos, este ano não tive oportunidade de tirar o dia completo para ir à pesca na abertura, apenas consegui ir da parte da tarde. Os colegas da equipa não tiveram hipótese de ir, e juntei-me com o amigo Luís Firmino e o José Teles.

A ideia era fazer a pesca nos açudes de uma herdade onde o Firmino tinha autorização para pescarmos. Eu já por lá tinha andado em 2013 quando o Takatoshi esteve em minha casa pela primeira vez, e sabia que era um local com vários açudes com bom peixe.

No entanto, a tarefa não foi fácil!

O primeiro açude que visitámos tinha a água numa cor mais carregada do que café com leite… Vimos alguns cágados de boa envergadura, mas peixe nem um toque.

Mas o pior ainda estava para vir. Após algum tempo, decidimos que era altura de tentar a sorte num dos outros açudes, e foi aí que começaram os problemas. A estada de acesso ao vale estava intransitável para os nossos carros – só de tractor. Tivemos que contornar a herdade para entrar noutro local, e mesmo aí não conseguimos levar os carros até à água. Tínhamos uma caminhada de 200 metros, por entre erva que chegava pela cintura, a carregar com o material. As condições ideais para nos enchermos de carraças!

Lá chegámos ao açude… a cor da água estava ligeiramente melhor. Tentámos as mais variadas técnicas e amostras, mas em vão… Podíamos ainda tentar uma caminhada de 3 a 4 km para tentar pescar noutro açude, ou podíamos voltar para os carros e ir para outro qualquer local da região. Por esta altura já o José Teles tinha apanhado um 15 ou 20 carraças – a sério, o homem é uma máquina de carraças! 🙂

Decidimos voltar aos carros e tentar uma barragem muito conhecida na região. Chegámos lá por volta das 18h. 15 minutos depois de termos iniciado a acção de pesca tivemos os primeiros toques, e com eles vieram os peixes. Nada de especial, mas já começava a safar a tarde.

Alberto Nunes com a sua única captura da abertura de 2016

Alberto Nunes com a sua única captura da abertura de 2016

O Luís Firmino conseguiu uma captura idêntica, mas não quis ser fotografado! O José Teles ficou-se pelas carraças 🙂

Faltava pouco tempo para as 19h, quando já estávamos a arrumar o material, chegou o Fábio Leiria, que tinha combinado ir ter connosco depois de sair do trabalho. O Firmino e o Teles estava de saída, e eu estava esfomeado – sim, não apanhar nada faz-me muita fome! Disse ao Fábio “a única hipótese é eu ir comer a casa e depois ir a um açude mais perto”. Assim foi. Encontramos-nos na maior e mais difícil barragem da zona por volta das 19:20h.

Ainda não devia passar muito das 20h quando oiço um estouro enorme de um achigã a atacar à superfície. Volto-me para trás, e ao fundo do braço onde me encontrava lá esta o Fábio, com a cana toda dobrada. Larguei tudo e corri imediatamente para lá.

O resultado é o que se apresenta de seguida:

Fábio Leiria com o melhor exemplar da abertura de 2016 - 51cm

Fábio Leiria com o melhor exemplar da abertura de 2016 – 51cm

 

Fábio Leiria com o melhor exemplar da abertura de 2016 - mais de 2Kg

Fábio Leiria com o melhor exemplar da abertura de 2016 – mais de 2Kg

Aqui fica um pequeno vídeo com a libertação, com direito a dedicatória:

Apesar de apenas ter 51cm, este achigã tinha uma envergadura fora do comum, e arrisco dizer que teria certamente 2,5Kg. Era notório que ainda não tinha desovado, e que barbatana da cauda se encontrava ferida, pelos movimentos de efectuam nos ninhos.

Depois de um dia conturbado, os últimos 30 minutos na que é a barragem mais difícil da zona salvaram o dia da abertura e voltámos a casa plenamente satisfeitos e com vontade de lá voltar já hoje novamente!

Alberto Nunes

Alberto Nunes é um profissional de Informática viciado em pesca ao achigã. Criou o basspt.com para partilhar as suas ideias e experiências de pesca ao achigã, e para colmatar a falta de informação em Portugal sobre esta temática.

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