Os crankbaits são das amostras rijas mais populares, talvez por que sejam relativamente fáceis de utilizar (basta lançar e recuperar).

No entanto existem algumas noções básicas deve ter em conta na altura de escolher uma destas amostras, de forma a adequar a amostra à situação de pesca que encontrar pela frente.

No artigo de hoje vou falar de uma característica importante a ter em conta na altura de escolher um crankbait – a acção.

Acção da amostra

Por acção quero dizer o tipo de “abanar” da cauda da amostra. Se abana muito ou pouco para cada lado quando a recuperamos, ou se apesar da amostra abanar, a cauda se mantém alinhada com a cabeça da amostra.

Pois bem, quanto a este ponto, existem dois grandes grupos de crankbaits – os que abanam muito e os que abanam pouco. Claro que existirão acções intermédias, mas para este artigo vamos falar nestes dois opostos, de forma a tentar transmitir a ideia de forma mais fácil.

Mas como é que podemos saber se um crankbait abana a cauda muito ou pouco? O principal factor que influencia a acção é a inclinação da pala da amostra. Quanto mais perpendicular for a inclinação da pala em relação ao corpo da amostra, maior será a acção.

Os cranks shallow runner possuem uma pala angular curta, neste caso com cantos cortados

Os cranks shallow runner possuem uma pala angular curta, neste caso com cantos cortados, que lhes confere uma maior acção da cauda

Quanto mais “em linha” a pala se encontrar com o corpo da amostra, menor será a acção.

A partir dos medium runner, a pala da amostra tende a ser "em linha" com a amostra

A partir dos medium runner, a pala da amostra tende a ser “em linha” com a amostra, o que confere uma menor acção da cauda

A forma da pala contribui também para a acção. Uma pala “quadrada” obriga a amostra a ter mais acção do que uma pala redonda.

Por último, deve-se ter ainda em conta a forma do corpo da amostra. Um crankbait com o corpo arredondado irá abanar muito mais a cauda do que um crankbait com os lados do corpo plano (conhecidos como flat-side).

crankbait

Um típico shallow runner, com uma pala inclinada e quadrada, associada a um corpo “gordo”, são dos cranks com mais acção

Estes últimos, abanam bastante, mas a parte traseira da amostra mantem-se alinhada com a frente, durante o processo de recuperação. Um bom exemplo é o tão conhecido Ima Shaker.

ima Shaker – um bom exemplo de um crankbait flat-side

ima Shaker – um bom exemplo de um crankbait flat-side

Existem ainda no mercado os crankbaits sem pala, conhecidos como lipeless crankbaits. Estes serão certamente o que apresentam menor acção da cauda.

Quando devemos utilizar uns e outros?

Caixa de crankbaits

Os crankbaits com uma acção da cauda mais pronunciada vão causar uma maior perturbação na água, criando maior vibração, que pode ser mais facilmente detectada pelos achigãs através da linha lateral. Estes crankbaits serão melhores quando utilizados em águas turvas ou nas proximidades de vegetação onde os achigãs possam estar escondidos/emboscados.

Os crankbaits com uma menor acção da cauda serão melhores em situações de águas muito pressionadas e águas claras/transparentes, onde os peixes possam ser mais desconfiados ou onde consigam ver as amostras com mais facilidade.

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Alberto Nunes

Alberto Nunes é um profissional de Informática viciado em pesca ao achigã. Criou o basspt.com para partilhar as suas ideias e experiências de pesca ao achigã, e para colmatar a falta de informação em Portugal sobre esta temática.

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