O nome Senko apareceu na década de 90, quando Gary Yamamoto desenvolveu uma amostra específica para capturar achigãs troféu na sua passagem pelo México.
Desde então, este foi um conceito mundialmente reconhecido, e praticamente todos os fabricantes de amostras de vinil têm as suas próprias versões de senkos, embora lhes sejam atribuídos outros nomes, diferentes de marca para marca, como é o caso do Dinger da YUM, ou o Flat Dawg da Berkley.
Diria então que Senko, mais que o nome de um tipo de amostra da Gary Yamamoto Custom Baits, é o nome de um standard, e será o que vou adoptar neste artigo sempre que me referir a este tipo de amostra de vinil.

O senko é uma daquelas amostras que, quando a vimos pela primeira vez, e se não tivermos conhecimento do seu potencial, nos deixa com aquela dúvida na cabeça “O quê? Isso apanha peixe?”. Esta é a reacção de todos aqueles a quem tenho apresentado esta amostra pela primeira vez.

senko

Aspecto de um senko

Penso que isto se deve ao facto de ter um aspecto tão simples: tem a simples forma de um lápis. É cilíndrica, ligeiramente mais grossa que as amostras de vinil tipo minhoca. Enfim, é simples mas pode ser dificil de explicar por palavras…

Também eu tive uma reacção semelhante quando me apresentaram pela primeira vez um senko…
Apesar de não ter tido muito sucesso da primeira vez que utilizei este tipo de amostra, não desisti. Insisti mais algumas vezes, as capturas começaram a surgir, e a cada peixe que apanhava, a técnica e a sensibilidade foram-se aperfeiçoando. Pouco tempo depois tornou-se, e ainda é até hoje, a minha amostra de vinil preferida!

O senko é provavelmente uma das amostras, senão mesmo a amostra mais versátil que existe. Apesar de ser mais produtiva entre a primavera e o outono, é possível apanhar achigãs com ela durante todo o ano, e o melhor na minha opinião, em qualquer tipo de água, estrutura, cobertura, etc., e em qualquer nível da cama da água – superfície, meia água e fundo.

Além disso, deve ser uma das amostras mais fáceis de pescar. Estando pensada preferencialmente para águas de pouca profundidade, pesca-se normalmente sem qualquer tipo de peso nestas condições, podendo-se adicionar algum peso se a pretendermos utilizar em zonas mais fundas, de forma a acelerar a queda. Basta colocar a amostra no anzol com um dos vários tipos de empates existentes, lançar para a zona onde julgamos que estejam os achigãs, e basta deixar a amostra afundar, sem a necessidade de efecturar qualquer animação que seja. Esse é um erro que vejo normalmente outros fazerem – lançar a amostra nem a deixar afundar por 2 ou 3 segundos que seja, começam logo a puxar. 99% das vezes prefiro o empate Texas.

Achigã com senko de vinil

Este tipo de amostras é a minha escolha nº 1 para pescar em locais com vegetação submersa, mas também em vegetação de superfície, razão pela qual até hoje resisti à pesca com sapos. É que além de conseguir pescar a amostra sem qualquer dificuldade por cima da vegetção que se encontra à superfície, os senkos permitem-me aplicar uma técnica praticamente infalível, caso exista algum peixe nas redondezas, que é a de deixar a amostra afundar livremente no momento em que termina a vegetação na superfície. Os achigãs simplesmente não conseguem resistir a um senko a sair ou a cair livremente na orla da vegetação de superfície.
Além disso também tenho tido algum sucesso em água aberta, utilizando nesse caso uma técnica similar à de pesca com jerkbaits.

Bom exemplar com Dinger da YUM, cor Chartreuse black flakes

Existem no mercado imensas cores e tamanhos. Em águas abertas pesco normlamente com amostras entre as 4″ e as 5″, preferindo utilizar amostras de 6″ em vegetação mais densa à superficie. Uma amostra de 6″ tem perfil e peso suficiente para causar vibração por cima da vegetação, permitindo-me na mesma continuar a pescar sem qualquer peso. Em relação ás cores, a minha escolha recai em 70% das vezes no Watermelon Red Flakes, 25% das vezes utilizo Chartreuse Blak flakes e nos restantes 5% outras cores.

Se ainda não deram uma hipótese aos senkos, não se esqueçam de os experimentar nas vossas próximas incursões. São uma boa opção a partir de agora.

No próximo artigo irei aprofundar mais as técnias e deixar algumas dicas.

Actualização 01/01/2016:

Em 2015 surgiram no mercado os senkos da BioSapwn, de nome Exostick. Depois de me terem oferecido alguns para testar tornaram-se rapidamente os meu preferidos pois o seu aspecto, diferente de todos os restantes do mercado, além de uma acção fantástica, concedem-lhe também um aspecto mais realista, ao contrário do tradicional design de um senko, que não se parece com nada…

Captura com ExoStick da BioSpawn numa zona onde aparentemente não existiria nenhuma cobertura e/ou estrutura

Captura com ExoStick da BioSpawn numa zona onde aparentemente não existiria nenhuma cobertura e/ou estrutura

Alberto Nunes

Alberto Nunes é um profissional de Informática viciado em pesca ao achigã. Criou o basspt.com para partilhar as suas ideias e experiências de pesca ao achigã, e para colmatar a falta de informação em Portugal sobre esta temática.

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