Lagostins Vilecraw da Biospawn - disponíveis através da www.onefishplus.com

Saber quais as amostras indicadas para a época do ano em que nos encontramos, embora não seja garantia de sucesso, é sem dúvida uma grande ajuda para qualquer pescador de achigã, que dessa forma pode concentrar a sua atenção num menor número de amostras, evitando distracções com amostras “menos indicadas”.

Esta informação torna-se ainda mais relevante no caso da pesca de margem e/ou pato, pois nessas condições quanto menos peso tivermos que carregar melhor. Desta forma, ao sabermos quais as amostras mais indicadas em determinado momento, podemos organizar o estojo com base nessas amostras, não sendo necessário carregar com outras que eventualmente não terão tão bons resultados.

Ao contrário do que tenho vindo a fazer durante os outros meses, em que a rubrica das melhores amostras do mês têm por base as amostras que nos últimos 4 anos (2010 a 2013), foram indicadas pelos Pros norte americanos, na revista BASSMASTER, como sendo as amostras que eles utilizam, para o mês de Agosto esta é uma escolha pessoal, sendo portanto este um artigo de opinião.

Assim sendo, desta vez irei indicar concretamente as amostras que gosto de utilizar, incluindo a marca e modelo.

Amostras para o mês de Agosto

Agosto é sinónimo de Verão, dias e noites quentes. Embora este ano de 2015 esteja a ser um pouco atípico em termos de temperatura, com as noites bastante frescas, os dias continuam quentes. Estes são dias obrigatórios para pescar à superfície.

Nas primeiras e últimas horas do dia tento sempre pescar à superfície. Não existe nada mais excitante no mundo da pesca ao achigã do que a explosão de um grande exemplar a atacar uma amostra de superfície.

Em águas abertas dou preferência a passeantes, amostras de hélices e wake baits, tendo nos últimos tempos utilizado mais os últimos do que as passeantes, principalmente porque requerem menos acção da parte do pescador, tornando-se menos cansativos. Regra geral utilizo as passeantes na ausência de vento, ou se apenas se sentir uma brisa ligeira. As amostras de hélices quando existe vento e, no caso dos wake baits, penso que se adaptam bem a ambas as situações.

OSP Dai Buzzn' - se tivesse que escolher apenas uma amostra de superfície, esta era provavelmente a minha opção

OSP Dai Buzzn’ – se tivesse que escolher apenas uma amostra de superfície, esta era provavelmente a minha opção

Tenho ainda recorrido cada vez mais a sapos para pescar à superfície em zonas com muita vegetação. Neste caso, podemos continuar a pescar à superfície mesmo depois das primeiras horas do dia com sucesso, pois os achigãs tendem a refugiar-se na sombra da vegetação durante as horas mais quentes.

Kahara frog

Sapo de corpo oco: Kahara frog

Depois da superfície, e para locais de águas pouco profundas (até 1,5 metros), a minha primeira escolha é um senko, empatado à Texas, sem peso. Neste caso não me vou alongar, pois já escrevi no passado sobre as técnicas mais eficazes para pescar com senkos. Permite pescar desde águas abertas até locais com muita vegetação, podendo ainda optar-se por um empate Wacky para peixes mais difíceis.

Senko com anzol empatado à Texas

Senko com anzol empatado à Texas (Dinger da YUM)

Para águas mais profundas, com ocorrência de alguma vegetação prefiro jigs normais e com lâmina. Os normais permitem pescar o fundo, enquanto que os com lâmina proporcionam-me uma utilização semelhante a um crankbait, com a vantagem adicional em relação ao crankbait, que é o facto de com uma única amostra conseguir cobrir a totalidade da coluna de água, desde a sub-superfície até ao fundo, independentemente da profundidade. No entanto, em locais com fundos de areia ou rochosos, os crankbaits são a melhor escolha.

Jigs - um aspecto importante é a escolha dos tipos de cabeçotes adequados ás condições encontradas

Jigs – um aspecto importante é a escolha dos tipos de cabeçotes adequados ás condições encontradas

No caso de locais em que exista uma extensa área de vegetação por toda a margem, tenho utilizado com sucesso os swimbaits da b8lab. A grande vantagem em relação aos senkos e jigs é que permitem bater água muito mais rapidamente, e são amostras que atraem peixes grandes. Nestes casos, faço lançamentos paralelos à vegetação da margem, na tentativa de fazer com que algum peixe que se encontre emboscado na vegetação da margem ataque a amostra:

Achigã capturado com um swimbait da b8lab na cor Baby Bass

Achigã capturado com um swimbait da b8lab na cor Baby Bass

Conclusão

As minhas escolhas para o mês de Agosto são em tudo semelhantes ás escolhas de alguns dos profissionais para o mês de Julho…

Altas temperaturas e uma descida acentuada dos níveis de água das barragens faz com que os achigãs alterem o seu comportamento, e muitas vezes fiquem suspensos. O senko sem peso é uma boa escolha para estes casos.

Este achigã foi capturado com um senko da BioSpawn numa hora de mais calor. Estava refugiado perto da margem, resguardado na sombra dos salgueiros.

Este achigã foi capturado com um senko da BioSpawn numa hora de mais calor. Estava refugiado perto da margem, resguardado na sombra dos salgueiros.

Nas primeiras e últimas horas do dia podemos explorar a maior actividade dos achigãs à superfície – passeantes, hélices, poppers, wake baits, buzzbaits – são tudo opções a considerar nestas circunstâncias.

Nas horas de mais calor, e menos actividade, concentro-me em águas mais profundas ou em locais com muita vegetação.

Alberto Nunes

Alberto Nunes é um profissional de Informática viciado em pesca ao achigã. Criou o basspt.com para partilhar as suas ideias e experiências de pesca ao achigã, e para colmatar a falta de informação em Portugal sobre esta temática.

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