Lagostins Vilecraw da Biospawn - disponíveis através da www.onefishplus.com

O empate Texas deu origem a um sem número de técnicas que, de uma forma geral, lhe dão o estatuto de montagem mais usada e que mais peixes captura em todo o mundo. Sendo a mais usada também é, com certeza, aquela sobre a qual mais se escreveu. Porém, há sempre novas aproximações, quer se trate de pesca finesse ou outra qualquer, basta olharmos para uma determinada época do ano para podermos particularizar o suficiente, proporcionando a quem lê uma visão diferente e mais adaptada à realidade do momento.

O empate em si

Montagem-TexasEmpatar à Texas é muito simples e já todos vimos como se faz. Como, no entanto, vejo muitos atropelos no dia-a-dia da pesca, acho que nunca é demais frisar. Um dos erros mais frequentes tem a ver com o posicionamento da amostra no anzol. Depois de montado, o isco de plástico mole deve estar direito, ou seja, não devemos permitir que haja uma curva na parte que fica entre o olhal do anzol e a sua ponta. Se não estiver direita pode provocar uma rotação que prejudicará, não só a acção do conjunto, que evoluirá em rotação, como também a própria linha que se danificará mais rapidamente em função dessa torção forçada.

Então, o que se deve fazer é: penetrar a ponta do anzol por cerca de cinco ou seis milímetros para depois a fazer sair de novo; de seguida, sobe-se o isco até ao olhal do anzol e calcula-se o sítio em que a ponta do anzol deve entrar de novo, de forma que fique bem direita.

O empate só fica completo com o uso de um peso em bala que deve ser previamente colocado na linha acima do anzol.

Empate mais popular

A que se deve a sua popularidade? Não é difícil de concluir. Um conjunto que se move como um todo, evitando enganches, quer se use em zonas de pedras quer de vegetação viva ou morta, ultrapassa as dificuldades que os pescadores sentiam para capturar achigãs dentro dessas coberturas. Além deste aspecto, trata-se de uma forma de montar iscos muito diversos e que permitem fazer face a grande parte dos desafios impostos por uma jornada de pesca, com efeito o Texas rig, pode usar-se todo o ano. A somar a tudo isto, o preço é outro dos motivos, um conjunto destes pode avaliar-se pelos cêntimos de euro, enquanto que qualquer amostra de plástico rijo, por barata que seja, custa vários euros chegando a custar algumas dezenas. Note-se que não estamos a fazer a apologia dos iscos moles contra os iscos rijos, estes vão fazer falta muitas vezes também, trata-se apenas de constatar o porquê da sua popularidade a nível mundial.

 

Adaptação ao Inverno

Sabemos já que os peixes são animais de sangue frio e que, por esse motivo, são muito afectados pela temperatura da água em que habitam. Isto diz-nos que, com as baixas temperaturas registadas nesta época do ano, o metabolismo dos achigãs que perseguimos é muito baixo também. As suas necessidades de oxigénio e de comida são menores e, assim, passam grande parte desta época do ano em letargia, tornando-os mais difíceis de capturar. A nossa aproximação deve ser, pois, muito cuidada.

Não necessitamos de lhes oferecer «pedaços de comida» muito grandes, porque, desde que se apercebam dela e se isso não os obrigar a grandes deslocações, eles aproveitarão para recuperar algumas calorias. As únicas situações que nos devem levar a optar por amostras grandes, nesta época do ano, são aquelas em que pescamos em águas fechadas, isto é, barrentas, aí sim, temos necessidade de recorrer a iscos que provoquem muita vibração e muito deslocamento de água, para que seja mais fácil a sua localização. De resto, devemos primar pelo uso de amostras pequenas ou finas. Outra coisa que temos de fazer é executarmos as técnicas de forma lenta, quer se trate de águas limpas ou barrentas e de iscos pequenos ou grandes. Durante o Inverno as nossas máximas devem ser: usar pequeno e trabalhar lento.

Este trabalhar lento pode ser mais conseguido se usarmos os chamados «hand poured» que, pela forma como são feitos, conseguem uma maior flutuabilidade. Estes iscos são feitos à mão usando moldes, mas sem recurso à injecção do plástico, o que permite uma maior mistura de ar no momento do enchimento. O resultado é um plástico muito mais macio e, como se disse, mais leve. Os plásticos moles da marca Don Iovino, são todos deste tipo, e estão entre os meus preferidos para pescar no Inverno. Don Iovino é o guru do finesse fishing e estes iscos, por si desenhados, são excelentes para essas aplicações.

Don Iovino paddle tail

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Herminio Rodrigues

Hermínio Rodrigues é um pescador que se tem dedicado muito à formação de pescadores de várias formas: através dos dois livros que publicou e de muitos artigos que publicou e que publica ainda sempre que pode. Faz ainda palestras, demonstrações e ações de formação para pescadores e visita escolas que o convidam para introduzir os mais novos na pesca desportiva, especialmente de achigã.

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