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Nos Estados Unidos da América, de onde é originário o achigã, é o peixe nº1 na pesca desportiva, com torneios profissionais cujos prémios monetários ascendem a vários dezenas de milhares de dólares.

Em Portugal a pesca ao achigã é um passatempo para uns, uma forma de convívio para outros, ou mesmo uma competição para alguns.

Aqui no blog já muito se tem falado de pesca ao achigã, mas não deixa de ser verdade que pouco se tem dito sobre conceitos mais básicos e essenciais para quem está a dar os primeiros passos neste magnifico hobbie, e busca informação para se poder iniciar nesta actividade.

É com isto em mente que nos próximos tempos irei elaborar uma série de artigos que permitam a qualquer pessoa iniciar-se na pesca ao achigã.

Assim, a ideia será abordar temas tais como o tipo de cana e carreto a escolher, os vários tipos de amostras e as situações em que se devem utilizar, as montagens existentes para achigã, o material essencial para a primeira pescaria, entre outros conceitos.

Para já, e para dar inicio a esta série de artigos, deixo-vos com uma descrição generalista do Achigã, para que fiquem desde já a conhecer este magnifico predador que povoa os rios, lados e barragens de Portugal.

O achigã

Introduzido na Europa no século XIX, o achigã está hoje presente em praticamente todas as massas de água do nosso país. Trata-se de um predador bastante activo, e é daí que se apanha o gosto pela sua pesca.

Adaptando-se facilmente a vários tipos de água, a sua coloração difere de acordo com a tonalidade das águas onde se encontra, tentando dessa forma camuflar-se o melhor possível. Para terem uma ideia, aqui ficam algumas tonalidades possíveis da espécie existente em Portugal:

Em Portugal a sua pesca é permitida durante todo o ano, excepto no período de criação (defeso) que dura entre 15 de Março de 15 de Maio inclusive, sendo o tamanho mínimo permitido de 20cm. Todos os peixes capturados com tamanho inferior devem ser devolvidos de imediato à água.

Independentemente do tamanho, encorajo toda a gente a libertar todos os peixes. É extremamente compensador a sensação de libertar o achigã. Além de com este comportamento garantirmos a continuidade da espécie e dos recursos disponíveis para a pesca, estamos a contribuir para uma significativa melhoria da qualidade do peixe, que sendo devolvido terá oportunidade para continuar a crescer. Só assim conseguiremos no futuro capturar os tão ansiados “peixes troféu” com mais de 2 ou 3 quilos. E garanto-vos que é mesmo uma sensação especial capturar e libertar um achigã com mais de 2kg!

Não sou totalmente fundamentalista em relação a isto, e até percebo aqueles que, de quando em vez, lá ficam com alguns peixes para fazerem umas “patuscadas” com os amigos. No entanto, repudio totalmente todos os que levam todo o peixe para casa, independentemente de o irem comer ou não, chegando em muitos casos a estragar-se nos congelares e acabando no lixo!

Depois disto, e para quem está mesmo interessado em iniciar-se na pesca ao achigã, o próximo capítulo a consultar será o que decidir antes de começar.

Entretanto, deixo-vos com um vídeo que mostra bem os bons resultados e alegria que a preservação do achigã e a prática da captura e libertação trás ao nosso hobbie:

Alberto Nunes

Alberto Nunes é um profissional de Informática viciado em pesca ao achigã. Criou o basspt.com para partilhar as suas ideias e experiências de pesca ao achigã, e para colmatar a falta de informação em Portugal sobre esta temática.

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