Já aqui tinha falado sobre o jig. Desta vez quero apresentar-vos uma variante destas amostras, o jig com lâmina.

Apareceram pela primeira vez em 2006, e desde então várias marcas colocaram no mercado as suas versões.

Muitas vezes são referidos como Chatterbait.

Com um aspecto fora do comum, estes jigs combinam as características de um jig, um spinnerbait e um crankbait, produzindo muita vibração e uma animação bastante “mexida” quando recuperamos a linha.

 

Anatomia de um jig com lâmina ou chatterbait

Anatomia de um jig com lâmina ou chatterbait

Onde utilizar jigs com lâmina

Segundo Randy Howell, estes jigs “são mortais em zonas baixas por entre aglomerados de ervas dispersos, nas extremidades de uma zona de ervas, perto de rochas ou troncos submersos”. Ele utiliza uma recuperação média-rápida, como faria para um spinnerbait ou um crankbait. ainda segundo ele, “são uma boa opção quando os achigãs não estão a comer outras amostras de pouca profundidade, pois a sua vibração despoleta violentos ataques de reacção. Os Jigs com lâmina não são à prova de ervas como os tradicionais jigs, mas deflectem de objectos duros, como pedras ou troncos”.

Jigs com lâmina ou Chatterbaits

Jigs com lâmina ou Chatterbaits

Podem também ser utilizados quando os achigãs se encontram concentrados em cardumes. Segundo Charlie Harley devemos “fazer um lançamento longo, para lá do cardume, manter a ponta da cana alta e começar a recuperar linha rapidamente, de forma a que a amostra venha ligeiramente abaixo da superfície da água. Se apenas estivermos a apanhar peixes pequenos com este método, devemos deixar a amostra afundar até aos 2 ou 3 metros e depois começar a recuperar a linha. Normalmente os achigãs maiores encontram-se abaixo dos cardumes dos pequenos”.

Podem ainda ser utilizados para explorar estruturas a grande profundidade. Eles “são bastante eficazes pois tanto nós como os achigãs conseguem sentir a sua vibração”, diz Clark Reehm. “Lancem um jig com lâmina de 1/2 onça para lá de um alto submerso a grande profundidade, e deixem a amostra afunda com a linha semi-esticada. Muitas vezes os achigãs atacam a amostra na queda. Se isso não acontecer, assim que tocar no fundo, apontem a ponta da cana para a água e comecem a recuperar lentamente a linha, de forma que a amostra “nade” lentamente”.

Dicas de utilização

Pesquem estas amostras com uma cana que tenha uma ponteira mais macia, de forma a permitir que o achigã tenha tempo suficiente para comer a amostra. Uma boa combinação para pescar com este tipo de jigs será uma cana de acção média, entre os 6,5 e os 7 pés de comprimento, com um carreto de casting com uma recuperação 6.3:1 e fio de fluorocarbono.

Utilizem cabeçotes e saias com cores que se assemelhem com as principais presas do achigã na massa de água em que estiverem. Sempre que se pesque em zonas mais baixas, e no caso de existirem percas nesses locais, optem por cores como o chartreuse, verdes, amarelos ou laranjas. Em águas mais abertas, e onde se note a presença de alburnos, cores como branco serão as mais aconselhadas. Em águas frias, cores como o castanho ou o green pumpkin proporcionarão boas imitações de lagostim.

Atrelados para jigs com lâmina

Atrelados para jigs com lâmina

Grande parte dos pescadores de achigã que já utilizam estas amostras, utilizam atrelados de vinil. Alguns dos atrelados mais eficazes passam por pequenos swimbaits e grubs com um ou dois rabos (twin tail).

Captura com chatterbait da Boohya e swimbait USM atrelado

Captura com chatterbait da Boohya e swimbait USM atrelado

Alberto Nunes

Alberto Nunes é um profissional de Informática viciado em pesca ao achigã. Criou o basspt.com para partilhar as suas ideias e experiências de pesca ao achigã, e para colmatar a falta de informação em Portugal sobre esta temática.

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