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Saber quais as amostras indicadas para a época do ano em que nos encontramos, embora não seja garantia de sucesso, é sem dúvida uma grande ajuda para qualquer pescador de achigã, que dessa forma pode concentrar a sua atenção num menor número de amostras, evitando distracções com amostras “menos indicadas”.

Esta informação torna-se ainda mais relevante no caso da pesca de margem e/ou pato, pois nessas condições quanto menos peso tivermos que carregar melhor. Desta forma, ao sabermos quais as amostras mais indicadas em determinado momento, podemos organizar o estojo com base nessas amostras, não sendo necessário carregar com outras que eventualmente não terão tão bons resultados.

Durante este ano estou a efectuar um artigo no inicio de cada mês, onde indicarei quais as amostras mais indicadas para esse mês. Com o intuito de tornar esta informação o mais relevante possível, e o mais credível possível, as amostras que indicar, serão as amostras que nos últimos 4 anos (2010 a 2013), foram indicadas pelos Pros norte americanos, na revista BASSMASTER, como sendo as amostras que eles utilizam. Desta forma, poderemos ver quais as amostras que TODOS utilizam, e as amostras que apenas alguns utilizam.

Ao contrário do que acontece nos artigos dessa revista, não irei indicar especificamente a marca ou modelo da amostra, mas indicarei apenas o seu tipo, pois não é minha intenção dar mais relevância a umas marcas em detrimento de outras.

Aqui fica o sétimo artigo das melhores amostras do mês.

Melhores amostras para o mês de Julho

ANO Pescador Amostra 1 Amostra 2 Amostra 3 Amostra 4
2010 Russ Lane Jig com atrelado Spinnerbait Crankbait de profundidade Minhoca de vinil tipo “worm” de grandes dimensões (7″ ou superior) à Texas
2011 Jeff Kriet Jig com atrelado Popper Crankbait de profundidade Minhoca de vinil tipo “worm” de grandes dimensões (7″ ou superior) à Texas
2012 Aaron Martens Jig com lâmina Jerkbait Crankbait de profundidade Minhoca Shaky head ou em drop-shot
2013 Jason Christie Passeante Crankbait de profundidade Swimbait de vinil de 5″ com cabeçote 3/4oz Amostra vinil para flipping e pitching

Este mês os jigs aparecem como a primeira escolha de 3 dos 4 profissionais americanos. No entanto, existe outra amostra que se torna consensual, apesar de não ser a primeira escolha de nenhum deles – os crankbaits de profundidade.

É consensual que nos meses de Verão os achigãs procuram, mas grandes massas de água, zonas mais profundas. Desta forma, TODOS os pescadores elegem os crankbaits de profundidade como uma das principais formas de pescar esses peixes.

As amostras de vinil são também escolha de TODOS os pescadores, no entanto, os formatos e técnicas não são unânimes. 2 preferem uma minhoca tipo “worm” de grandes dimensões (7″ ou superior) à Texas e outro uma criatura também à Texas, outro prefere utilizar no formato shaky head ou drop-shot, e outro prefere amostras de vinil para flipping e pitching.

Jig com atrelado é uma das amostras mais escolhidas desde Janeiro

Jig com atrelado é uma das amostras mais escolhidas desde Janeiro

Na categoria das amostras moles, Jason Christie, indica que recorre também a swimbaits de vinil de 5″ com cabeçote 3/4oz depois das capturas com a passeante terminarem.

Mantêm-se também as amostras de superfície, mencionadas por dois dos pros americanos – uma passeante e uma popper.

Os spinnerbaits continuam a fazer parte das amostras escolhidas, mas apenas um dos pescadores admite recorrer a eles.

Conclusão

Os cranckbaits de profundidade transitam do mês anterior como amostra consensual a TODOS os pescadores.

Esta será uma opção difícil de implementar para quem pesca da margem, salvo algumas excepções, onde as margens sejam escarpadas e de grande profundidade, caso contrário será extremamente frustrante utilizar estas amostras, dado o elevado número de prisões que vão ter à medida que as recolhemos.

Já as amostras de vinil, também referenciadas por TODOS, apesar de as aplicarem em apresentações diferentes, são uma óptima escolha para quem pesca da margem.

Os jigs continuam a ser uma boa opção, e não podemos também esquecer as amostras de superfície pois é um facto que nem todos os achigãs migram para águas mais profundas, e mesmo os que o fazem, tendem a vir à superfície em busca de alimento nas primeiras e últimas horas do dia.

O terceiro exemplar da tarde, com jig e atrelado a explorar as imediações de vegetação cerrada

O terceiro exemplar da tarde, com jig e atrelado a explorar as imediações de vegetação cerrada

Com o tempo a aquecer, os achigãs que ficam em águas mais baixas tendem a refugiar-se na vegetação mais densa que encontrarem. Como já foi abordado nos artigos sobre pesca em locais com ervas, só temos duas hipóteses – ou pescamos por cima da vegetação, ou temos que furar com as amostras para baixo dessa vegetação.

Alberto Nunes

Alberto Nunes é um profissional de Informática viciado em pesca ao achigã. Criou o basspt.com para partilhar as suas ideias e experiências de pesca ao achigã, e para colmatar a falta de informação em Portugal sobre esta temática.

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