Junho marca definitivamente o fim desova. É o mês em que os achigãs começam a preparar a migração para águas mais profundas na tentativa de escaparem aos meses quentes que se adivinham. Por esta altura, a maioria dos achigãs demonstrarão um de dois comportamentos: começam a juntar-se em águas mais profundas, a trás de alimento, ou vagueiam pelas margens em “modo” de pós-desova.

Saber quais as amostras indicadas para a época do ano em que nos encontramos, embora não seja garantia de sucesso, é sem dúvida uma grande ajuda para qualquer pescador de achigã, que dessa forma pode concentrar a sua atenção num menor número de amostras, evitando distracções com amostras “menos indicadas”.

Esta informação torna-se ainda mais relevante no caso da pesca de margem e/ou pato, pois nessas condições quanto menos peso tivermos que carregar melhor. Desta forma, ao sabermos quais as amostras mais indicadas em determinado momento, podemos organizar o estojo com base nessas amostras, não sendo necessário carregar com outras que eventualmente não terão tão bons resultados.

Durante este ano estou a efectuar um artigo no inicio de cada mês, onde indicarei quais as amostras mais indicadas para esse mês. Com o intuito de tornar esta informação o mais relevante possível, e o mais credível possível, as amostras que indicar, serão as amostras que nos últimos 4 anos (2010 a 2013), foram indicadas pelos Pros norte americanos, na revista BASSMASTER, como sendo as amostras que eles utilizam. Desta forma, poderemos ver quais as amostras que TODOS utilizam, e as amostras que apenas alguns utilizam.

Ao contrário do que acontece nos artigos dessa revista, não irei indicar especificamente a marca ou modelo da amostra, mas indicarei apenas o seu tipo, pois não é minha intenção dar mais relevância a umas marcas em detrimento de outras.

Aqui fica o sexto artigo das melhores amostras do mês.

Melhores amostras para o mês de Junho

ANO Pescador Amostra 1 Amostra 2 Amostra 3 Amostra 4
2010 Greg Vinson Minhoca Shaky head Crankbait de profundidade Spinnerbait Jig com atrelado
2011 Edwin Evers Crankbait de profundidade Jig com atrelado Criatura de vinil com empate Texas com peso Spinnerbait
2012 Brandon Palaniuk Minhoca de vinil tipo “worm” de grandes dimensões (7″ ou superior) à Texas Crankbait de profundidade Sapo Minhoca Shaky head
2013 Grant Goldbeck Passeante Jig com atrelado Crankbait de profundidade Crankbait de pouca profundidade

Este mês marca o regresso dos crankbaits. Estas amostras são mencionados por todos os pescadores como uma das suas 4 escolhas para o mês de Junho. Todos eles mencionam crankbaits de profundidade, e um deles ainda utiliza crankbaits de pouca profundidade para “bater água” em zonas mais baixas.

Crankbait de pouca profundidade - podem ir até 1,5 metros

Crankbait de pouca profundidade – podem ir até 1,5 metros

Seguem-se os jigs, que são escolha de 3 dos 4 profissionais americanos para o mês de Junho.

As amostras de vinil são também escolha de 3 dos 4 pescadores, no entanto, os formatos e técnicas não são unânimes. 2 preferem utilizar no formato shaky head, um prefere uma minhoca tipo “worm” de grandes dimensões (7″ ou superior) à Texas e outro uma criatura também à Texas.

Crankbait de grande profundidade - a partir dos 3 metros

Crankbait de grande profundidade – a partir dos 3 metros

Os spinnerbaits continuam a fazer parte das amostras escolhidas, com dois pescadores a elegerem esta amostra para cobrir água de forma mais rápida.

Finalmente surgem as amostras de superfície, mencionadas por dois dos pros americanos – uma passeante e um sapo, este último é a grande novidade a entrar na tabela.

Conclusão

Apesar deste mês termos uma amostra consensual a todos os pescadores, com TODOS a apontarem os crankbaits de profundidade como sendo uma das melhores amostras para o mês de Junho, esta será uma opção difícil de implementar para quem pesca da margem, salvo algumas excepções, onde as margens sejam escarpadas e de grande profundidade, caso contrário será extremamente frustrante utilizar estas amostras, dado o elevado número de prisões que vão ter à medida que as recolhemos.

Assim, e no caso da pesca de margem, os jigs continuam a ser uma boa opção, bem como as amostras de vinil e os spinnerbaits. E não podemos também esquecer as amostras de superfície pois é um facto que nem todos os achigãs migram para águas mais profundas. Muitos permanecem em águas mais baixas praticamente durante todo o ano, facto que pode ainda ser explorado com os crankbaits de pouca profundidade.

Sempre que o achigã esteja a atacar à superfície, essa é a minha escolha. Não existe nada mais espectacular em toda a pesca ao achigã do que um grande exemplar a atacar uma amostra de superfície!

Um bom achigã capturado à superfície com um sapo da Koppers LiveTarget

Um bom achigã capturado à superfície com um sapo da Koppers LiveTarget

Com o tempo a aquecer, os achigãs que ficam em águas mais baixas tendem a refugiar-se na vegetação mais densa que encontrarem. Como já foi abordado nos artigos sobre pesca em locais com ervas, só temos duas hipóteses – ou pescamos por cima da vegetação, ou temos que furar com as amostras para baixo dessa vegetação. Os sapos geram ataques espectaculares à superfície, e em locais onde a vegetação é mesmo muito densa, o mais indicado será mesmo um sapo do tipo do Koppers LiveTarget.

Neste artigo poderá ficar a saber tudo sobre estes sapos » Sapos de corpo oco

Alberto Nunes

Alberto Nunes é um profissional de Informática viciado em pesca ao achigã. Criou o basspt.com para partilhar as suas ideias e experiências de pesca ao achigã, e para colmatar a falta de informação em Portugal sobre esta temática.

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