Tendo sido considerada como uma das melhores amostras do mês por vários meses, os jigs são uma das amostras mais produtivas existentes actualmente, principalmente em locais de águas ligeiramente turvas ou sujas, a águas claras, quando os achigãs se encontram inactivos e/ou escondidos.

O jig é uma amostra de apresentação, e o ponto chave a ter em atenção para pescar com jigs é fazê-los parecer vivos! Isto pode ser conseguido através de uma apresentação lenta.

Os jigs são amostras pesadas, com uma “cabeça de chumbo” com um único anzol. É-lhes adicionado ao anzol uma saia de forma a torná-los mais atraentes.

Jig

Jig

Possuem um bom protector anti-ervas, o que possibilita que sejam utilizados em vegetação densa, onde vivem os grandes achigãs. São discretos e subtis, movendo-se sem efectuarem uma grande dispersão de água, tal como faria um lagostim ou um pequeno peixe.

Uma vez ferrado um achigã, este terá muito mais dificuldade em livrar-se do anzol de um jig, do que teria no caso de amostras de fateichas.

Na grande maioria das vezes, utilizam-se amostras de vinil empatadas no anzol, a que se dá o nome de atrelado.

Os jigs devem ser pescados de forma lenta durante todas as estações, mas devem ser ainda pescados mais lentamente no Inverno, em águas frias.

O ultimo achigã que apanhei com um jig

O ultimo achigã que apanhei com um jig

Técnicas para pescar com jigs

O jig pode ser utilizado como uma amostra de “apresentação em queda”. Lança-se para o local pretendido e trava-se o carreto. Deixa-se cair o jig com o fio esticado, de forma a conseguirmos “sentir” o jig a cair. Quando este atinge o fundo, baixa-se a ponta da cana, recolhe-se a linha que fica bamba até ficar novamente esticada e levanta-se novamente a ponta da cana, de forma a fazer com que o jig se mexa e volte a cair novamente. Repete-se este procedimento até o jig se afastar a zona onde pensamos que estejam os achigãs, ou até chegar até nós.

Jig com um VileCraw atrelado

Jig com um VileCraw atrelado

Durante este processo, é possível ocorrerem ataques que apenas são visíveis por uma movimentação do fio. Sempre que se desconfiar que ocorre um ataque devemos tentar cravar o anzol.
Podem ainda ser utilizados para pescar zonas de troncos, pedras, erva ou outras coberturas, e recolhidos como se recolhe normalmente qualquer amostra de vinil empatada à Texas, deixando sempre o jig cair com a linha esticada. Em locais com pouca vegetação pode-se cortar o protector anti-ervas.
Os jigs também se podem corricar. Basta lançar a amostra e começar a recolher o fio de forma lenta após a entrada do jig na água. O jig irá “nadar” como se trata-se de um pequeno peixe. Pescar com um jig desta forma pode ser especialmente eficaz na Primavera, em locais de fundos planos.

A cor do jig

Jig

Jig

Em águas claras, cores claras (branco, amarelo florescente, verdes naturais) funcionam melhor. No caso de peixes que se assustam facilmente, pode-se utilizar jigs com saias e atrelados transparentes, que acabam por parecer menos ameaçadores para os achigãs.

jigs

Em águas mais tapadas, preto, castanho, roxo e cores que contrastem com o preto geralmente funcionam melhor.
A cor do atrelado (amostra de vinil) pode ser alterada facilmente, mudando dessa forma a aparência da amostra de forma simples e barata.

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Alberto Nunes

Alberto Nunes é um profissional de Informática viciado em pesca ao achigã. Criou o basspt.com para partilhar as suas ideias e experiências de pesca ao achigã, e para colmatar a falta de informação em Portugal sobre esta temática.

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