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Como já devem saber, no passado sábado decorreu o Open de patos, catamarans e kayaks organizado pela BASS Nation de Portugal.

Com mais de 30 patos à partida, houve um que deu nas vistas devido à sua aparência invulgar. Já depois da prova, e após a divulgação de algumas imagens no Facebook, muitos foram os que colocaram questões acerca desse pato. No artigo de hoje, e com base no contacto que tive com esse pato na prova, e das impressões que troquei com o Nuno Caetano, o proprietário, vou dar-vos a conhecer melhor o pato JUNGLE OPERATOR da SEVEN BASS.

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O pato JUNGLE OPERATOR

Logo à primeira vista nota-se que não estamos perante um pato comum. O Jungle Operator, da Seven Bass, é um semi-rígido insuflável, a mesma tecnologia utilizada nas pranchas de paddle. Na verdade, é mais uma plataforma.

Com 122 cm de largura e 240 cm de comprimento, pesa 24 kg totalmente insuflado, e suporta uma carga máxima de 250 kg! O que sobressai imediatamente é o espaço disponível para transportar o material.

O pato Jungle Operator do Nuno Caetano no Open de patos da BASS Nation de Portugal

O pato Jungle Operator do Nuno Caetano no Open de patos da BASS Nation de Portugal acabado de encher.

O Jungle Operator apresenta algumas vantagens em relação a um pato comum. A primeira, como já referi, é o espaço. Outra é a posição e liberdade de movimentos. O pescador não fica “encaixado” no pato, fica sentado, com total liberdade de movimentos da cintura para cima. Com uma estabilidade muito boa, permite inclusivamente que o pescador se coloque e pesque de pé.

Aliado a essas vantagens, acresce o facto de proporcionar de fábrica uma mobilidade acrescida, trazendo de origem remos e suporte para instalar um motor eléctrico.

Tal como muitos catamarans, também vem equipado com uma barra para apoio dos pés, uma ajuda preciosa no  momento de utilizar os remos ou o motor eléctrico.

A cadeira é semelhante às dos kayaks, trazendo também duas bolsas de tamanho generoso, para fixar dos lados, para o transporte do material.

Tanto os remos, como o suporte do motor eléctrico e para os pés são amovíveis e a sua utilização não é obrigatória. Em conversa com o Nuno Caetano, ele referiu que muitas vezes utiliza a barra de apoio dos pés para colocar as pernas e se deitar a descansar!

Segundo o Nuno Caetano, a deslocação na água é tão ou mais fácil que num pato convencional, em parte graças às duas “barbatanas” situadas na parte inferior.

Parte inferior do pato Jungle Operator - destaque da barbatana direccional

Parte inferior do pato Jungle Operator – destaque da barbatana direccional

Outra grande vantagem a meu ver é o facto de o pescador apenas se molhar até meio das canelas. Este facto será mais apreciado de Inverno do que de Verão, mas certamente oferece um maior conforto para jornadas maiores.

Conclusão Jungle Operator

Nuno Caetano, que já teve 3 patos convencionais, mostra-se extremamente satisfeito com o seu Jungle Operator, reconhecendo-lhe inúmeras vantagens em relação a patos convencionais. O único inconveniente que aponta é o tempo que enchimento, que reconhece ser maior que o de um pato “normal”. Isto, segundo ele, torna-se uma desvantagem quando o plano de pesca passa por pescar em vários pequenos açudes no mesmo dia, mas apenas pelo esforço extra que tem que despender, porque a nível de transporte é exactamente como qualquer outro pato – é despejar, colocar no saco e já está!

Concluímos assim que o Jungle Operator se encontra numa liga completamente diferente, mostrando ser realmente superior aos patos tradicionais. A maior desvantagem poderá aparecer no momento da compra, pois esta pequena maravilha encontra-se à venda pela módica quantia de 899€.

Para terminar quero agradecer a disponibilidade do Nuno Caetano, e deixo-vos dois vídeos onde podem ver a apresentação e testes efectuados:



Alberto Nunes

Alberto Nunes é um profissional de Informática viciado em pesca ao achigã. Criou o basspt.com para partilhar as suas ideias e experiências de pesca ao achigã, e para colmatar a falta de informação em Portugal sobre esta temática.

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