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Se existe uma forma de pescar à superfície e provocar ataques explosivos, essa forma é a utilização de sapos de corpo oco. Estas amostras têm a capacidade chamar a atenção de achigãs escondidos dentro da vegetação, provocando ataques espectaculares ao tentarem apanhar a amostra através do tapete de vegetação.

Criadas para pescar em zonas de vegetação densa, onde existe a formação de tapetes de ervas, estas amostras podem ser utilizadas noutro locais com igual eficácia.

Existem no mercado vários tipos de sapos, e cada um desses tipos está desenhado para aplicações específicas. Neste artigo vou fazer uma introdução à pesca com sapos de corpo oco, e em que locais cada um poderá ser utilizado.

A menos de dois dias para a abertura, aqui ficam algumas das nossas sugestões

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Tipos de sapos

Tal como acontece com todas as outras amostras, também nos sapos como confrontados com uma oferta imensa por parte dos fabricantes. Neste artigo vou centrar-me em três grandes tipos de sapos de corpo oco: sapos tradicionais com a frente em forma de bico (aos quais me vou referir como sapos em bico), sapos com a frente em forma de popper (aos quais me vou referir como popper frogs) e sapos desenhados para mergulhar e nadar de baixo de água (aos quais me vou referir como diving frogs).

Sapos em bico

Estes são os sapos “tradicionais”. A frente, onde atamos o fio é em bico e possuem dois anzóis na parte de trás, que normalmente possuem os bicos protegidos pelo corpo do sapo. Possuem ainda duas patas, que são nada mais nada menos que sais, como as utilizadas nos spinnerbaits, jigs, etc.

O funcionamento é simples – quando um peixe morde o sapo, o corpo espalma-se, expondo os anzóis.

Estes sapos são dos mais versáteis, pois podem ser utilizados em locais com vegetação muito cerrada, em locais com vegetação esparsa e até mesmo em água aberta!
Em cima da vegetação, podem ser trabalhados com rápidos toques da ponteira da cana, fazendo-o deslizar por cima da vegetação, tentando criar alguma perturbação e som, de forma a permitir que os achigãs, que se encontrem por baixo, encontrem a amostra que podem ou não conseguir ver.
Em águas abertas, podem ser utilizados utilizando uma recuperação do tipo Walk the dog, como se faz com as passeantes.
São a amostra de superfície ideal para pescar por baixo de ramos de árvores pendurados sobre a água, pois como têm os anzóis totalmente protegidos, muito dificilmente ficarão presos nos ramos.

Popper frogs

Apesar de se poderem utilizar em águas abertas como uma popper tradicional, e até mesmo de se conseguirem recuperar ao estilo Walk the dog, estes sapos foram desenhados para serem utilizados em zonas de coberturas densas. É verdade, pode parecer contraproducente, mas, apesar de terem a frente em forma de popper, passam bastante bem através da vegetação e ao conseguem produzir mais som e perturbação na água pela sua forma de popper, o que é uma mais valia em zonas de vegetação cerrada onde os peixes não conseguem ver as amostras.
Tal como os sapos em bico, também os popper frogs possuam dois anzóis a trás, protegidos pelo corpo oco do sapo, que se colapsa quando um peixe morde o sapo, expondo os anzóis.

Diving frogs

Ao contrário dos outros dois tipos, estes sapos são para utilizar em locais com vegetação esparsa, ou onde existam aglomerados de vegetação distantes.

Regra geral, tendem a imitar um sapo de forma mais realista, possuindo patas que esticam e encolhem, num movimento natural, como se trata-se de um sapo verdadeiro.

Podendo também ser pescados à superfície, como todos os anteriores, estes sapos mostram o seu real valor quando quebram a superfície da água e os fazemos deslocar debaixo de água.

CONTINUA »» Sapos de corpo oco – técnicas e equipamentos

Todos os sapos utilizados nas fotos e nos testes foram gentilmente cedidos pela loja
Pesca & Companhia, a quem deixo o meu agradecimento.

Alberto Nunes

Alberto Nunes é um profissional de Informática viciado em pesca ao achigã. Criou o basspt.com para partilhar as suas ideias e experiências de pesca ao achigã, e para colmatar a falta de informação em Portugal sobre esta temática.

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