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Já aqui falei sobre sapos de corpo oco e sobre as técnicas e equipamentos que podemos utilizar com esses sapos.

Hoje quero falar-vos de uma categoria diferente de sapos. Apesar de também terem o corpo oco, como os que vimos anteriormente, estes sapos não são pensados para utilizar à superfície, mas sim na sub-superfície, pois estão preparados para mergulhar quando fazemos a recuperação da amostra.

Ao contrário dos seus irmãos, que trabalham à superfície, estes sapos não são pensados para serem utilizados por cima de vegetação densa, aí a sua utilização é praticamente impossível. A sua função é diferente. Estes sapos pretendem imitar o real comportamento de um sapo enquanto foge. Esse movimento passa por nadar rapidamente à superfície  em busca de abrigo em cima de qualquer tronco ou pedaço de vegetação, ou em mergulhar e nadar rapidamente para se esconder entre a vegetação submersa.

São ideais para utilizar em locais com vegetação esparsa, ou em redor de vegetação ou outra qualquer cobertura densa.

Neste estudo tive a oportunidade de testar 3 sapos, que me foram cedidos para o efeito pela Pesca & Companhia. Aqui ficam umas fotos com algumas das suas características.

Dahlberg Diver Frog da River2Sea

Dahlberg Diver Frog da River2Sea

O Dahlberg Diver Frog da River2Sea possui o corpo em plástico rijo, com as patas em borracha térmica. O protector do anzol, além dessa função, ajuda a fazer com que a amostra mergulhe quando damos toques com a ponteira da cana. Vem acompanhado com um par de patas extra. Possui um trabalhar bastante realista quando trabalhado debaixo de água, com toques repetidos e constantes da ponteira da cana.

Diving Frog da Kahara

Diving Frog da Kahara

Diving Frog da Kahara possui uma aparência bastante realista. Vem de fábrica com dois anzóis, como é normal nos sapos de corpo oco, mas estes vêm logo ligeiramente abertos. Isto melhora a taxa de cravagens mas torna difícil a sua utilização em zonas de vegetação. O nadar é muito realista, trabalhando-se da mesma forma  que o sapo da River2Sea.

Supernato da Molix

Supernato da Molix

Dos 3 sapos, este é o que tem o corpo menos realista. Pessoalmente, acho que faz lembrar mais um rato, no entanto, é uma amostra verdadeiramente inovadora. O Supernato da Molix é uma das primeiras amostras híbridas, que tenta conjugar as características dos sapos de corpo oco com as características de um crankbait.

A cabeça da amostra é rija, e com uma pequena pala, como a de um crankbait, mas o resto do corpo é oco, como o de um sapo de corpo oco normal. No entanto, ao invés das tradicionais duas patas de saias em silicone, tem apenas uma, tendo na mesma os tradicionais dois anzóis.

Esta foi uma amostra que me surpreendeu pela positiva pois é possível encher o corpo com água, até ao ponto que desejarmos, conseguindo-se dessa forma aumentar ou diminuir o peso da amostra, o que permite trabalhá-la em toda a coluna de água, desde a sub-superfície até ao fundo, a profundidades consideráveis.

Conclusão

Efectuei testes aos 3 modelos e pude confirmar que, tanto o sapo da River2Sea como o da Kahara imitam perfeitamente um sapo a mergulhar na tentativa de fugir para se abrigar na vegetação submersa.

O Supernato no entanto, e como já tinha mencionado, parece-se mais com um pequeno rato. Podemos utilizá-lo como wakebait à superfície, levantando a ponteira da cana, ou na sub-superfície com a cana numa posição normal. Dos 3 modelos, foi o único que utilizei em situação de pesca real, pois tinha algumas dúvidas quanto à forma da cravagem dos peixes. Pois bem, não levou muito tempo a tirar-me as dúvidas e provar que é realmente uma boa amostra.

Achigã capturado com Supernato da Molix

Achigã capturado com Supernato da Molix

Na captura da foto acima, é visível a cravagem perfeita do dois anzóis na mandíbula superior do achigã. Neste caso, estava a utilizar a amostra a cerca de 30cm de profundidade, a recuperar continuamente. Não foi preciso nenhum tipo de cravagem especial.

Em conclusão, são amostras com um trabalhar totalmente diferente dos tradicionais sapos de corpo oco e que vale a pena tentar, tanto pela forma realista que oferecem, como pelo facto de trabalharem na sub-superfície, o que é uma mais valia pois muitas vezes aos achigãs até seguem as amostras, mas não atacam à superfície.

Alberto Nunes

Alberto Nunes é um profissional de Informática viciado em pesca ao achigã. Criou o basspt.com para partilhar as suas ideias e experiências de pesca ao achigã, e para colmatar a falta de informação em Portugal sobre esta temática.

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