Aproveitando o dia solarengo que se fez sentir no passado domingo, aproveitei para ir até ao açude testar uma amostra que é novidade para este ano de 2014, a Boo Rig, da Booyah.

Depois do furor que fizeram após o seu aparecimento na pesca ao achigã das montagens conhecidas como Alabama Rig, o mundo da pesca ficou “partido” em dois… Os que gostam de pescar com essa montagem, e os que se opõem.

O problema é o facto dessas montagens terem, regra geral mais de 3 anzóis, ou fateixas, podem chegar até ás 12!

Esse tipo de montagens é proibido em muito estados nos EUA, e julgo que por cá a lei também proíbe montagens com mais de 3 anzóis ou fateixas. Além disso, no regulamento lançado recentemente pela BASS Nation Portugal, essa proibição vem bem explicita, o que deixa esse tipo de montagens completamente de fora do circuito.

Sinceramente, ainda não me consegui decidir de se concordo ou não com este tipo de montagens… mas inclino-me mais para o lado de não concordar, pois parece-me que, embora possa ser uma coisa eficaz, é quase a mesma coisa que a pesca de arrasto.

Neste vídeo podem perceber alguns pontos de vista dos pros americanos:

Face aos impedimentos da lei, algumas marcas lançaram versões “reduzidas” da montagem, apenas com 3 anzóis/fateixas.

Entretanto, algumas marcas foram mais além, e recriaram o conceito de forma inovadora, como é o caso concreto da montagem Boo Rig, da Booyah.

Boo Rig

Boo Rig

Apesar de apresentar os tradicionais 5 braços, 4 deles vêm equipados com medalhas tipo spinnerbait ou com 4 pequenos grubs (sem anzóis). O 5 braço, vem equipado com uma extensão tipo em aço flexível, onde podemos atrelar literalmente qualquer amostra: cranks, jerks, swimbaits rijos ou moles, enfim, a imaginação é que manda!

Em última análise, isto torna a montagem mais económica que as tradicionais, que precisam de um cabeçote com uma amostra de vinil por cada braço.

Ao contrário da tradicional Alabama rig, que pretende imitar um cardume de pequenos peixes, a Boo rig imita um pequeno predador (amostra que atrelamos) em perseguição de 4 pequenos peixes.

Assim, em teoria, a eficácia é semelhante à da montagem Alabama rig, pois apesar de nesta apenas a amostra que “vai a trás” ter anzóis, isso não terá grande importância devido ao instinto competitivo do achigã, que irá tentar sempre apanhar a amostra de trás, na tentativa de acabar com a competição do pequeno predador que segue os outros peixinhos.

Boo rig

Boo rig

Consegui recentemente meter as mãos nesta nova montagem.

Boo rig para testes

Boo rig para testes

Apesar dos braços virem encolhidos, os arames são bastante resistentes, e abrem como se fossem uma mola, voltando à posição de “sombrinha” depois de ter retirado o elástico. No entanto, e para que ficassem na posição que achei ideal, foi necessário abrir dois deles mais um pouco.

Boo rig pronta para o primeiro teste

Boo rig pronta para o primeiro teste

Na imagem anterior vê-se a montagem depois de retirada da embalagem, ainda sem nenhuma amostra atrelada. Os braços podem ser abertos “a gosto” do pescador, mas penso que essa abertura deverá ter em conta o perfil da amostra que se pretender atrelar – se for uma amostra com um corpo fino, é melhor ter os braços mais próximos, se for uma amostra com um corpo com um perfil grande, como um crank, talvez seja melhor afastar mais os braços.

No teste que tive oportunidade de efectuar, utilizei um Jerkbait e um swimbait de vinil.

Boo rig com jerkbait atrelado

Boo rig com jerkbait atrelado

Boo rig com swimbait atrelado

Boo rig com swimbait atrelado

Disponível em três tamanhos, com 7g, 10g e 14g, permite levar qualquer que seja a amostra a qualquer profundidade, ignorando completamente as profundidades máximas a que qualquer amostra se consegue levar.

O efeito em funcionamento é realmente espantoso, qualquer que seja o método de recuperação, criando realmente a ilusão de um pequeno predador a trás de um cardume de 4 pequenos peixes.

Infelizmente, e apesar de ter suscitado a curiosidade de alguns pequenos achigãs durante o teste, não se registou nenhuma captura… Resta aguardar pelo período da pré-desova, altura em que os spinnerbaits são bastante produtivos 😉

Alberto Nunes

Alberto Nunes é um profissional de Informática viciado em pesca ao achigã. Criou o basspt.com para partilhar as suas ideias e experiências de pesca ao achigã, e para colmatar a falta de informação em Portugal sobre esta temática.

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