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No passado dia 20 de Abril, eu e o Nuno Duarte demos inicio a uma experiência de pesca diferente.

Rumámos a Cijara, em Espanha, para a nossa primeira experiência de pesca fora do país.

Podemos dizer que foi mais que uma experiência de pesca, foi uma verdadeira aventura!

Tudo começou há uns meses atrás, em conversa com o representante da River2Sea na Península Ibéria – Angel Jimenez Cuberos. Depois dele me ter enviado algumas amostras para eu experimentar, acabámos por concordar que deveríamos nos encontrar para ir à pesca. Decidimos então que nos encontraríamos em Cijara, para um fim de semana de pesca ao achigã.

Como nunca tinha ido a Espanha, nunca tinha falado espanhol, e não conhecia ninguém pessoalmente, lancei o desafio ao Nuno para me acompanhar, tendo este aceitado de imediato!

Acertámos as datas e o Angel tratou do resto. Ficou combinado irmos logo a seguir ao almoço na sexta-feira, dia 20, para nos encontrarmos no Poblado de Cijara pelas 20:30 para jantarmos juntos.

No dia 8 o Angel indicou-me que a casa onde iriamos ficar já estava reservada, com esta mensagem:

Disse-me também que na povoação não existia qualquer tipo de cobertura de rede de telemóvel! Excelente para quem nunca falou a língua local nem conhece nada do local, pensei eu!

Sexta-feira 20 de Abril

15 horas. O Nuno chega a minha casa para carregarmos as minhas coisas na carrinha e seguirmos viagem.

A viagem correu sem sobressaltos. Fizemos três paragens ao longo dos cerca de 380 km.

Uma em Estremoz, para beber um cafézinho, outra em Badajoz para abastecer o depósito da carrinha, e outra no meio do campo, a cerca de 60 km do destino. Ficámos admirados com a quantidade de carros portugueses a abastecer nas bombas de Badajoz onde paramos. Dos 10 ou 11 carro que lá estavam em fila para abastecer, só 2 tinham matrícula espanhola!

Como não havia rede de telemóvel na povoação de Cijara, parámos uns 60 km antes, pelas 20:30, hora que era suposto estarmos a chegar lá, para enviar uma mensagem ao Angel a avisar que estávamos atrasados… Chegamos ás 21:30.

Apesar de não existir rede de telemóvel, o meu telefone, no qual estava a utilizar o GPS, já tinha carregado o mapa todo antes, e não tivemos qualquer problema para chegar à Casita da Tia Herminia, no entanto, quanto chegamos, o nosso carro era o único nas redondezas! Onde estarão todos?

Há! Convém salientar que o Poblado de Cijara tem cerca de 60 habitantes e, segundo eles, apenas 20 lá vivem!

Como aquilo era mesmo pequeno, decidimos deslocarnos a pé, na tentativa de encontrar alguém com quem pudessemos colocar o nosso portunhol em acção! Logo na entrada da povoação avistámos um pequeno café. Pensei “devem estar ali, não deve haver mais nada por aqui onde as pessoas se juntem”.

Com o Angel me tinha dito que íamos pescar de barco com o Luis Izquierdo, e que segundo ele teria uma casa lá. Assim que chegamos ao café, perguntei pelo Luis Izquierdo. Todos repararam de imediato que não falávamos espanhol e prontamente nos tentaram ajudar, no entanto a resposta foi “não conhecemos aqui ninguém com esse nome”! Bebemos uma Coca-cola e voltámos para o carro, em frente da casa onde era suposto ficarmos… não faziamos ideia onde nos dirigirmos para abrir a porta… foi então que passou por lá um dos Srs. com quem tinhamos estado à conversa momentos antes no café e se ofereceu para ir connosco bater à porta do dono da casa, para nos ir lá abrir a porta. O dono era o Jose Alejandro Duque. Uma simpatia. Abriu-nos a casa, colocou-nos à vontade, e no fianl ofereceu-se para ir connosco ao bar onde habitualmente o Luis Izquierdo costumava ir… pois, numa povoação deste tamanho existiam 2 bares!

Não tardou muito para o Luis Izquierdo aparecer, acompanho por dois amigos, O Viktor e o Sergio. Tinha estado a falar com o Angel, que tinha tido um furo e ainda estava mais atrasado que nós.

Nessa altura, as minhas preocupações mudaram, afinal eram já quase 22h e nós ainda não tinhamos jantado! Era suposto jantarmos com o Angel, mas se ele ainda ia demorar mais uma hora, e tinha dito para nós jantarmos sem ele, começava a fazer-se tarde, pensei eu… Dirigimo-nos ao interior do Bar Cijara e perguntémos o que havia para jantar. O Sr. deu-nos a ementa:

Ler até lêmos, mas não faziamos ideia do que a maior parte das comidas eram 🙂

Estando nós em Espanha, decidimos pedir Paella. O Sr. do bar olhou para nós com um ar indeciso e pediu-nos para esperarmos, que ia ver se podia ser… Imaginei imediatamente que, num local isolado como aquela, ás dez e tal da noite, o Sr. não me tinha dito logo que não por vergonha… Pensei para comigo “vai lá dentro para chegar aqui e dizer que já é tarde e não dá para servir…”, afinal se estivesse em Portugal, àquela hora da noite, provavelmente seria a resposta que iria obter. O Sr. voltou, e para nosso espanto diz “pode ser sim, temos arroz”!! Ou seja, o problem para ele não era o avançar da hora, era se tinha ou não os ingredientes! Disse-nos ainda que levaria pelo menos 45 minutos a preparar. Dissemos que não havia problema, que estávamos à espera do Angel e que assim ainda era melhor, que ele comia connosco quando chegasse. Fomos até à esplanada e ficámos à conversa com o Luis, o Sergio e o Viktor.

Entretanto chega o Angel, e a Paella é-nos servida, algures entres as 23:30 e as 23:45! Comemos, conversámos e lá nos fomos deitar, para estarmos prontos para ir tomar o pequeno almoço ás 6h de sábado, 21 de Abril.

Sábado 21 de Abril

Saímos de casa pelas 5:20. Fomos ter com o Luis Izquierdo e os seus amigos. À nossa espera, além deles, estavam outros dois amigos, o Alberto Limia e o Guilhermo Romero.

Fomos todos tomar o pequeno almoço a Puerto Rey. Era incrível a quantidade de pescadores que estavam já no bar àquela hora da manhã! Abastecemos de gasolina para os barcos e voltamos ao Poblado de Cijara, onde se econtra a rampa para colocar os barcos na água. Segundo eles, é normal existirem diariamente 40 ou 50 barcos na água, e aos fins de semana esse número sobe, para mais ou 80 ou 90.

Colocámos os barcos na água e lá fomos nós!

Da esquerda para a direita: Luis Izquierdo, Alberto Nunes e Nuno Duarte

ìamos com intuito de pescar com as várias amostras da River2Sea que o Angel nos tinha disponibilizado, mas após quase 2 horas a tentar sem sucesso, tivémos que optar por apresentações mais lentas e substis. Os peixes estavam muito parados e a comer mal. O Luis tirou 4 peixes, um com o swimbait S-Waver 168 da River2Sea e os restantes a drop-shot e a jig e eu tirei dois com um ExoStick da BioSpawn. O Nuno perseguiu um lúcio todo o dia, mas sem sucesso.

No fiim do dia, voltámos ao Bar Cijara para jantar, onde o Sr. Vitor nos preparou uma bela grelhada mista com carnes de caça, incluindo veado. Comemos sempre na explanada. Depois ficámos à conversa até tarde, e a provar uns digestivos locais 😉

Por volta da 1h da manhã o Angel já tinha desistido e tinha ido deitar-se, e entretanto começa a chover. Entramos ainda no bar onde ficámos até ás 2h, e onde decidimos não ir de barco no Domingo, isto porque eles queriam pescar de barco o dia todo, e nós queríamos vir para casa a seguir ao almoço. Combinámos encontrarmo-nos por volta das 8h de Domingo para nos despedirmos.

Domingo 22 de Abril

Depois de uma madrugada chuvosa, era tempo de arrumar tudo e preparar o regresso.

Despedimo-nos dos nossos amigos espanhóis e fomos até ao Bar Cijara com o Angel, para um último “café solo”. O Sr. Luis do Bar Cijara indicou-nos um local ali perto para pescarmos da margem e tentarmos capturar o tal lúcio, e lá fomos nós.

No primeiro lançamento, ainda antes de eu ter tido tempo de colocar a câmara a gravar, o Nuno tem um ataque à Whopper Plopper da River2Sea, e momentos mais tarde, tem outro grande ataque, que julgamos ter sido de um lúcio, mas que também não conseguiu ferrar. Continuamos pela margem, e um pouco mais à frente começam a suceder-se algumas capturas de bons achigãs e, o Nuno, com um swimbait S-Waver 120 da River2Sea tirado da caixa, que o Angel lhe tinha oferecido ao jantar, captura o seu primeiro lúcio!

A Hora do almoço aproximava-se, e tinhamos que regressar. O Nuno voltou ao local inicial onde tinha falhado o grande ataque logo de manhã e o resultado foi… bem, o melhor é verem o vídeo!

Alberto Nunes

Alberto Nunes é um profissional de Informática viciado em pesca ao achigã. Criou o basspt.com para partilhar as suas ideias e experiências de pesca ao achigã, e para colmatar a falta de informação em Portugal sobre esta temática.

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