Dando continuidade ao espaço que inaugurei recentemente para falar de amostras, e estando em véspera de uma deslocação a uma loja de pesca, pareceu-me importante lançar este tema – qual a importância da cor nas amostras de superfície?
Pois bem, este tema já me inquieta à algum tempo, e já o tenho mencionado para com alguns colegas – será que as cores das amostras de superfície são mesmo importantes, ou são mais uma forma de “apanhar pescadores”, ou de fazermos coleccionismo?
Ora bem, se esperam que vos diga qual é a importância da cor nas amostras de superfície, não leiam mais, pois com este artigo pretendo lançar uma discussão sobre o tema, e não impor a minha ideia sobre o mesmo. Deixo-vos a minha opinião, e espero que participem na discussão deixando os vossos comentários.
A minha opinião pessoal é que, sim, a cor é importante, mas no entanto também me parece que é preciso ter algum bom senso no momento de comprar as amostras. A cor é importante pois existe a necessidade de adequar a amostra à cor da água, à cor do alimento do achigã na massa de água e até mesmo ás condições climatéricas. No entanto, e depois de ter “pensado” algum tempo sobre este assunto, julgo que, da imensa panóplia de cores que nos são oferecidas pelas mais diversas marcas, na realidade, todos eles nos oferecem umas 3 ou 4 cores no máximo!
A minha afirmação de que apenas nos oferecem 3 ou 4 cores, prende-se com o facto de as amostras de superfície, na grande maioria das vezes, não ficarem todas debaixo de água – por isso é que são de superfície! 🙂
Desta forma, apenas a parte inferior da amostra fica dentro de água, visível para o achigã, e no que toca à parte de baixo das amostras de superfície, teremos as seguintes cores – branco, amarelo, laranja… e pouco mais!
Para argumentar melhor este meu ponto de vista, vou utilizar algumas imagens de sapos que retirei da TackleWarehouse, tendo neste caso escolhido os Koppers Live Target Hollow Body Frog – notem que escolhi sapos, mas esta minha “teoria” aplica-se a qualquer tipo de amostra de superfície.
No exemplo anterior, é bem visível que, apesar da parte superior do sapo ter um padrão diferente, a parte inferior é praticamente igual…
Já neste exemplo dos sapos verde e amarelo, a minha “teoria” ainda é mais visível, pois apesar de um “ser” verde e o outro amarelo, quando os colocarmos dentro de água o que os achigãs vão ver é a barriga do sapo, que acaba por ser idêntica…
Assim, penso que o melhor que teremos a fazer da próxima vez que formos comprar amostras de superfície é comprar pela cor que apresentam na parte inferior, e não deixar-mo-nos ir pelas cores apelativas que têm no resto do corpo.
E vocês, o que pensam disto?
Actualização 14/04/2016:
Desde que escrevi este artigo passaram pouco menos de 4 anos. Neste momento já não penso totalmente da mesma forma.
Embora o conceito do pensamento não esteja totalmente errado, em determinadas amostras de superfície as suas cores podem ser vistas pelos achigãs, nomeadamente enquanto a amostra está a ser animada. Ao deslocar-se, existem alguns momentos em que as amostras podem balancear o corpo, sendo por esses instantes possível vislumbrar as cores que apresentam de lado e no dorso.
Esta minha mudança de pensamento coincidiu com os artigos sobre sapos que escrevi no ano passado:
Para escrever esses artigos passei várias horas na água a pescar e testar os vários tipos de sapos, e fiz também vários vídeos subaquáticos para tentar perceber como era apresentado dentro de água as várias animações que imprimia nas amostras.
Foi com esses vídeos que mudei a minha opinião. Com a câmara colocada por baixo da amostra, efectivamente não se consegue praticamente distinguir as cores das amostras, e mesmo as cores claras dos ventres dos sapos pareciam quase todos pretos, isto porque quando fiz os vídeos estava um belo dia de Sol, e todos nós sabemos que se olharmos para um objecto que fica em frente ao Sol não conseguimos distinguir as suas cores.
No entanto, com a câmara colocada no fundo, mas de um dos lados do local por onde a amostra passava, era possível ver a cor das costas da amostra reflectida na água.
Assim, posso concluir que a importância da cor das amostras de superfície dependerá do ângulo de apresentação da amostra.






Em relação ás cores concordo contigo.Em muitas das amostras o peixe só vê a barriga e noutras nem isso dado que elas ficam quase numa posiçao” vertical” como por exemplo algumas passeantes. Eu por exemplo em aguas claras e em dias de sol gosto muito de usar uma poper transparente.Possuo umas da Rebel e umas da Jackall Bros e têm me dado boas capturas. Numa poper transparente o que é que um peixe vê? Que cor vê? Nada,apenas se atira aquele movimento na água,é um ataque no vazio….o que é certo,é que eles atacam!!!Muitas das cores que vimos na loja são apenas para pescar o pescador.
Olá; o tema é complicadinho sem dúvida, já tive muitas discussões (amigáveis) sobre ele, porém a dúvida presiste. Penso que a cor tem pouco que ver com o ataque do achigã, a prova disso é que já me dei ao trabalho de pintar várias amostras de cores “estranhas” como por exemplo, negro, amarelo, rosa, e tive ataques igualmente. A amostra foi pintada totalmente, digo isto pelo tema da barriga, claro que não posso afirmar nada, porque na pesca (graças a deus) não há certezas. Mas penso que os ataques tem muito mais a ver com o movimento que a amostra tem que a cor. Um dos casos mais flagrantes é por exemplo a captura que tive à uns anos de um achigã com uma bóia de água á qual adaptei um anzol triple, a minha cara foi igual á de quem vé um ovni. Se alguém me pode explicar isto???
Boa tarde sr alberto devo dizer-lhe que,sem querer dizer que esta errado na sua teoria escolheu mal o exemplo das râs,pois quando paramos de recolher as rãs(tenho 3,uma da spro e duas da live target iguais as do exemplo verde e castanha)as rãs ficam num ângulo ascendente pois a cabeça fica quase na vertical como se fosse a espreitar, que é quando capturo mais é nas paragens.
E sim a cor por vezes Interessa.
Espero Ter Ajudado.
Olá Pedro.
Não duvido que as cores sejam importantes. Será sempre importante tentar fazer condizer as cores das amostras com o alimento do achigã nas diferentes massas de água, e depois existe ainda a necessidade de as adaptar à cor da água e mesmo ao estado do tempo.
No entanto, e na minha opinião, no que toca a amostras de superfície em concreto (nas outras não acho que seja assim), podendo haver pormenores como os que indica que aí já farão diferença, as cores que as amostras têm nas costas pouca ou nenhuma influência terão, a não ser para apanhar o pescador 😀
Ok,Obrigado pelo ponto de vista terei isso em consideração a partir de agora
Pedro, não quero com isto dizer que o meu ponto de vista esteja correcto.
Este é um artigo que expressa a minha opinião, e por isso, poderá ou não ter valor.
Simplesmente pretendo com este tema gerar uma partilhar de opiniões entre pescadores 😉
Tem razão Sr alberto cada pescador tem as suas convicções e é isso que torna a pesca um desporto tão completo,interessante e sempre a evoluir.
Obrigado este é o meu nº1 Blog de pesca a o achigã e continuarei a segui-lo até…Até deixar de ser o que é:UM ESPETÁCULO
Olá já a acompanho o bloog a bastante tempo mas só agora decidi comentar.
Quanto as cores das amostras sim são importantes a parte de baixo tento escolher sempre as mais claras possiveis como todos os peixem tem branco e branco-amarelo nunca cores vivas voces já viram algum peixe com barriga azul?
Fica a minha opinião nao sou pescador de Achigã mas sim de Lucio mas quando não entre para safar grade procuro o achigã e com alguma sorte lá vou tirando.
Em primeiro lugar, goastaria de vos parabenizar pelo blog. Mesmo que tenhamos algumas diferenças idiossincrásicas referente a certos assuntos, não posso deixar de reconhecer a forma agradável como abordas os temas, sempre a analisar os dois lados da moeda, o que sempre nos ajuda a refletir sobre o assunto.
Em relação ás cores nas amostras de superficie, acho que são importantes apenas em água rasas e quando o fundo é claro, pois para os restantes casos, e quem já fez mergulho sabe do que estou a falar, a luz do sol impossibilita que tenhamos uma percepção clara das cores a depender da hora do dia e da profundidade em que estamos.
No caso de rãs, em coberturas, aguas rasas e fundos de calcário ou areia, certamente a cor é importante, pois o peixe estará em uma zona protegida do sol e terá muito tempo para analisar a presa, em vez que confia em seu mimetismo, mas em águas abertas, fundos escuros e alta luminosidade, digo que o peixe se apoia mais na vibração captada por sua linha lateral do que na visão.
vou fugir um pouco ao tema deste tópico, mas fiquei intrigado com uma coisa… Comprei um sapo do tipo que está na primeira imagem e por baixo, onde os anzois entram dentro do sapo está uma argola no meio que tambem vem de dentro do sapo. alguém me sabe explicar para que serve essa argola, será para meter um peso ou algo do género? os sapos sao amostras de superficie certo? ou dá para pescar tambem debaixo de água?
Olá Luís.
Sim, os sapos são amostras de superfície.
Regra geral, todos os sapos já trazem um peso para calibrar a amostra, por baixo ou dentro da barriga, o que faz com o sapo caia sempre de barriga para baixo, deixando assim os anzóis sempre para cima, o que torna estas amostras à prova de ervas.
e sabe-me dizer para que serve a argola que está por baixo do sapo no meio dos anzois?
O peixe vê perfeitamente fora de água. Embora haja reflexão de ima imagem externa na superfície da água, uma dada percentagem passa, por refração para o interior da mesma.
Assim, poderemos dizer que o peixe vê as cores fora de água mais esbatidas, e mesmo como algumas cores refrangem (dispersão) mais do que outras podem até ser não visíveis dependendo da distância a que está o peixe da amostra.
Se o peixe está demasiado perto da superfície a uma dada distância ele nem sequer consegue ver a parte superior da amostra fora de água (reflexão total).
Se ele liga muito às cores? Não sei. Cores mais naturais, mais consentâneas com o que ele captura habitualmente podem atrair mais um peixe que se ande a alimentar. Cores estranhas podem suscitar ataques por curiosidade ou por pensar poder ser um novo tipo de alimento.
Como é também evidente, só vê as cores se o sol estiver a incidir na zona da amostra virada para ele… caso contrário verá uma sombra…
https://pt.wikipedia.org/wiki/Reflexão_total
http://www.sofisica.com.br/conteudos/Otica/Refracaodaluz/dioptro.php
http://alunosonline.uol.com.br/fisica/reflexao-e-refracao-da-luz.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Light_dispersion_conceptual.gif