Há muitas formas de pescar nas ervas. Nem sequer é a primeira vez que abordamos o tema, porém, com a chegada dos dias quentes e a consequente aparição de limos e algas pelas nossas massas de água, nunca é demais explorarmos diferentes formas de o fazermos. O uso de iscos de plástico mole sem peso, ou com muito pouco, permite-nos um controlo excelente para zonas mais ou menos cobertas por vegetação.
Uma opção à altura
Dentro das amostras de plástico mole, os «jerkbaits» e os «grubs» grandes são os meus favoritos para esta aplicação. De facto, poderemos usar qualquer isco deste tipo, basta que se monte sem peso ou com algum peso dentro da amostra, usando os «inserts» de chumbo ou tungsténio. Porém, a minha opção por este tipo de amostras tem a ver com a necessidade de penetrar campos de algas, mais ou menos densos, e com a ideia de imitar os pequenos peixes que aí se tentam esconder dos predadores.

O Senko, sempre ele na sua mais versátil aplicação – o empate Texas sem peso
A abundância de comida, de oxigénio e de cobertura atrai a essas zonas os achigãs de todos os tamanhos ora na posição de predador ora na de presa consoante o tamanho e a atitude, aliás, eles serão as duas coisas ao mesmo tempo. Todos eles estarão a tentar comer correndo o risco de serem comidos por um maior que, quando a negaça de um pescador funciona, acabam sendo presas também. É este o ritmo do ciclo de vida e de morte que constitui a vida destes seres.
O material adequado
Para usar este tipo de amostras eu prefiro um conjunto de «spinning» com uma cana de mais de 1,90 metros em que a acção pode variar entre a média-pesada e a pesada, consoante a densidade da vegetação. Para condições mais ligeiras pode usar-se a linha de «nylon», mas, se o manto de vegetação for muito intrincado, o melhor será usarmos um entrançado que nos ajudará cortando as ervas em vez de as arrastar, como acontece com os monofilamentos, aumentando consideravelmente o peso ao ponto de poder provocar a rotura.
O que usar

Mesmo na alta competição, o Senko montado como aconselhamos é usado no meio e ao redor de algas
Os grandes «grubs» podem ser usados como buzzbaits, com a vantagem de os podermos parar, deixando afundar lentamente, se houver um ataque falhado. Há marcas que têm excelentes amostras destas em ponto grande, como é o caso da Gary Yamamoto Custom Baits e da Deps, entre outras. Se pretendemos fazer «navegar» um isco por entre nenúfares ou juncos, a minha escolha recai sobre um isco sem cauda, ou seja, qualquer tipo de «straight tail». A razão é simples, é muito mais fácil de fazer passar por todos os obstáculos. Amostras como o Senko, o Fluke e Deathadder darão o seu melhor nestas aplicações.
A montagem
Mais uma vez a forma de montar varia com a densidade da vegetação. Se for esparsa pode mesmo usar-se a montagem «wacky», que consiste em prender um isco de plástico mole pelo meio com um anzol mais pequeno. Todavia, o ideal será usarmos normal empate Texas, sem a bala à cabeça, que nos permitirá um movimento mais livre por entre as ervas. Se usarmos iscos mais leves poderemos necessitar de algum peso, então devemos usar os «inserts» de forma que a sua colocação permita a manutenção da posição horizontal, característica dos peixes. Para isso basta que coloquemos o peso na parte central do corpo do isco, tendo o cuidado de não permitir que prejudique o movimento do anzol no momento da ferragem.
- O uso de «inserts» facilita o lançamento e a penetração nos mantos de vegetação
- O uso de «inserts» facilita o lançamento e a penetração nos mantos de vegetação
- O uso de «inserts» facilita o lançamento e a penetração nos mantos de vegetação
E… Divirta-se
Esta é uma maneira de pescar que se adequa muito bem a qualquer forma que usemos para nos deslocarmos. Quer pesquemos de barco, de pato, de canoa ou da margem podemos tirar partido deste tipo de conjuntos com muito sucesso na fase do ano em que estamos.
Aproveite os dias de pesca que se seguem pois eles podem ser dos melhores do ano, especialmente nas horas mais frescas e de menor intensidade de luz. Não se esqueça de se divertir, afinal é para isso que vamos à pesca.






Boas Herminio !
Tenho vindo a acompanhar o blog /site há já algum tempo e posso dizer que “á vossa pala” , tenho conseguido bastantes capturas utilizando as vossas dicas 🙂 há dias cheguei ao pesqueiro e vi bastantes limos , uma cobertura cerrada mesmo. Pensei… e se uma minhoca á texas ali passasse em cima aos saltinhos , sera que fazia estragos ?
E não é que fez mesmo? eheh grande abraço e bons lances para todos !
Viva Ricardo!
É para isso que escrevemos! Obrigado por ler e aplicar!
O que desejo é que apanhe muitos mais «à nossa pala»
Um abraço,
boas a todos estou a começar agora na pesca do achiga qual as melhores amostras para o verao.
cumprimentos e bons lances de pesca.