Olá a todos.
Como já venho fazendo desde à uns anos para cá, depois do dia da abertura, hoje vou falar sobre a nossa abertura.
Este ano, por ser ao sábado, conseguimos juntar 4 elementos da equipa basspt.com (Nuno Duarte, Tiago Ramalho, Gonçalo Penedo e Alberto Nunes) e tivemos 2 novos colegas, que nos acompanharam – o Duarte Rego e o Joaquim Queimado.
Tal como combinado, lá estávamos todos, por volta das 8 horas da manhã, no local combinado para a concentração. Foi passar o material do Duarte e do Joaquim para o meu carro e rumar ao primeiro açude do dia… Lembram-se do açude deste vídeo:
Música para os ouvidos de um pescador de achigã
Posted by Pesca ao achigã on Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2015
Bem, estava assim:
Era o local ideal para testar alguns dos sapos que tinham chegado na semana anterior. Infelizmente, nem com sapos, nem com nada do que experimentámos… Bem, hora de mudar de local!
O segundo local era semelhante, mas aí, já foram saindo uns peixes de palmo… nada de especial.
Bem, vamos àquele onde apanhei este o ano passado:
Já lá não íamos à vários meses. Quando chegámos, já havia outros pescadores no local. Ainda experimentámos alguns dos locais onde costumamos fazer algumas capturas, mas sem sucesso… Bem, está-se a fazer tarde, e aproxima-se a hora de almoço. Vamos andando e paramos só em mais um pelo caminho.
Pois bem, a paragem antes de almoço revelou-se uma boa aposta, pois o Duarte conseguiu a melhor captura da manhã:
Era o que precisávamos para ir almoçar! Como sempre, aplicámos-nos a 110% ao almoço, afinal de contas, isso também é pesca!
Sem nenhum plano para onde ir da parte da tarde, comecei a fazer um brainstorming com o Nuno sobre os possíveis locais onde poderíamos tentar a sorte depois do almoço…
Optámos por ir a um açude onde já não pescávamos desde meados do ano passado, e onde já não tínhamos obtido grandes resultados da última vez. Pelo caminho comentava com o Duarte e o Joaquim que era um tiro no escuro… E o tiro foi certeiro!!
Chegámos por volta das 16:30, mais coisa menos coisa… Indiquei ao Joaquim um dos locais onde costumava efectuar algumas capturas para ele começar… Primeiro lançamento, primeiro ataque! Devia ser um bom peixe, pelo estrondo que fez ao atacar o senko, mas o Joaquim já vinha a recolher a amostra, e nem deu tempo de reagir. Voltou a lançar para o mesmo local. Desta vez, a picada foi normal, e conseguiu capturar um bom palmeiro. Terceiro lançamento, segundo peixe capturado:
Por esta altura já todos estavam a apanhar peixe, todos menos eu! Com uma cana nova a estrear para amostras de superfície, lá ia tentando a sorte, mas os peixes teimavam em não atacar à superfície…
Entretanto o Duarte apercebeu-se de que os achigãs estavam a comer lagostins e, explorando esse padrão, com um lagostim de vinil, fez inúmeras capturas, todas no mesmo lote do peixe do Joaquim, e algumas ligeiramente acima desse lote.
O Nuno, a pescar com os novos senkos da BioSpawn, fez também várias capturas:

Uma das várias capturas com os novos senkos da BioSpawn, os ExoStick Pro
Foi uma pescaria excelente mais ou menos até ás 18h. Depois acalmou. Estava-se a fazer tarde para o Duarte e o Joaquim, e decidimos rumar para casa, não sem antes experimentarmos um último local…
Foi aí que consegui finalmente um exemplar na casa das 500/600 gramas, com a minha nova cana. Estava a ver que gradava!! 🙂
Entretanto eram 20h e fazia-se tarde para o Duarte e o Joaquim irem para Évora. Arrumámos o material, e demos o dia por concluído.
Foi sem dúvida umas das melhores aberturas dos últimos anos. Embora não tenham aparecido os grandes exemplares, houve quantidade de achigãs de um lote de boa qualidade, e toda a gente obteve capturas. Não menos importante, foi o facto de termos estado juntos a partilhar estes momentos, com outros colegas que também partilham da mesma paixão que nós.
Até breve!






Caro amigo Alberto Nunes,pois é sabido que o senhor tem o gosto pela pesca ao achigã ,porém,uma hora e meia de capturas durante um dia de pesca,não posso cocluir como uma dia repleto de exitos da sua parte e seus companheiros de pesca.
Eu da minha parte posso lhe dizer saudades em que uma tarde de pesca rendia por volta de 100 exemplares,uns maiores outros mais pequenos,agora e na mesma massa de agua nem 10.
E a abertura mais uma vez pautouse por isso mesmo escasez de achigãs notória.
Um abraço e boas pescarias.
Caro Clemente, não foi nem é minha intenção insinuar que tive uma grande abertura. Tive a que está aqui descrita.
Fiz o meu trabalho, agora cada um conclua o que quiser.
Caro Alberto Nunes não é que seja de maior importançia mas e passo a citar de onde conclui tal hipotese;o senhor referese no texto e quase a finalizar:(Foi sem dúvida umas das melhores aberturas dos últimos anos.).
Gostaria também de lhe dar os parabéns pelo seu blog maravilhoso,onde já aprendi muita
coisa para a pesca ao achigã.
Lamento e censuro a mentalidade de um povo por não saber parar,ou seija,parar de matar peixes!
Concluo eu:o achigã é a vergonha de um ser mal amado ao invés de um amor por descobrir,que futuro esperar?!
Um bem haja para todos.
Vivam os achigãs!:)
Percebo o que o Alberto Nunes quiz dizer com ”uma das melhores aberturas dos ultimos anos”, e percebo o que o Clemente também quiz dizer. Vivo à beira do Castelo de Bode, e cada vez revolta-me mais a mentalidade das pessoas. Eu não liberto tudo o que pesco, é verdade, mas liberto à vontade 90%, simplesmente gosto de tempos a tempos de um belo achiga no forno. Mas as pessoas não melhoram a mentalidade, só pioram. Entre tantas coisas que ouço de pescadores daqui, e de atitudes que tomam, hoje assisti a uma tão ridicula, que partilho aqui. Chego ao local de pesca e estava lá um senhor já a pescar. Entretanto metemos conversa um com o outro, até que chega a parte ”já apanhou alguma coisa?”, ao que ele me responde, ”olha pá, os grandes não querem nada, por isso tive de guardar estes 3 palmeiros”. Eu olho, e dos 3, não havia um com mais de 15 cm. É ridiculo simplesmente. Acho que devia ser criadas regras mais rigidas em relação à captura de achigã, nomeadamente medida minima, máxima, e quantidade. Ilegalidades vão existir sempre, mas se criarem regras mais restritas talvez fosse uma lufada de ar fresco para esta espécie. Aqui em Castelo de Bode, eles não aumentam de número e tamanho, mas não é por falta de comida, garantidamente.
Isto da pesca ao achigã e outras,dá me a impressão de gozo generalizado entre as várias gerações,não querendo as mesmas generalizar o propósito da qual,ou seija e resumindo:falta de civismo!!!!
Também a mim não me admira,a mim admirava me quando tinha 18 anos,agora mula velha já conheço a cantiga.
Vamos nos arrastando para ver o que isto dá e assim vamos vivendo.
Este é o nosso meio,agora os estremos que se dividam!
Agora pescamos abletes e lucioperca que é muito bom.
Enfim,mentalidades de um povo com pouca coisa para se reconfortar!
ABRAÇO E NÃO SE ESQUEÇAM FAÇAM OS PEIXES VIVER;,SE UM PODE OS OUTROS TODOS TAMBÉM,E ASSIM TRIUNFAREMOS.
Desde já um bem haja ao Sr. Alberto Nunes e a toda a equipa do basspt pelo seu trabalho incansável aqui no site que têm ajudado muito a evoluir na pesca ao achigã e acredito que a outros também.
Sei que este artigo é do ano passado mas não pude deixar de o ler, e tentar perceber como corre a abertura ao achigã por esses lados, visto que sou dos Açores, mais especificamente da ilha de S.Miguel. Por cá também temos umas pequenas lagoas com achigãs (algumas com poucos mas óptimos exemplares), mas o que me têm revoltado é a falta de cultura e ética de certos pescadores sem noção do panorama geral. O ano passado deparei-me com um pescador a pescar com minhoca da terra numa lagoa que não têm mais de 50m de diametro, e perguntei-lhe se já tinha apanhado algo, ao que ele me respondeu que estava a correr muito bem e olhei para a cesta e sem mentir tinha no mínimo uns 20 “bebés” de achigã no máximo 10cm cada… ou seja estava a fazer uma limpeza geral aquela pequena lagoa!
E depois andamos aqui nos a investir em material e conhecimento para conseguirmos enganar os achigãs e termos boas jornadas de pesca… é pena não terem todos o mesmo sentido de responsabilidade e preservação desta magnifica espécie e depois ainda se queixam que não há peixe…
Na minha opinião seja aqui ou ai no interior só há duas opções viáveis: Ou limita-se cada vez mais o tamanho e quantidade de achigãs que se podem pescar, ou então as entidades competentes investem nesta pesca e fazem como em muitas zonas dos Estados Unidos, grandes viveiros para libertação de achigãs pelo menos uma vez por ano.
Desejo a todos boas capturas e mais importante que tudo, gozem ao máximo a arte da pesca porque é nisto que se baseia a pesca desportiva, e sempre que possivel soltar o nosso amigo para que este continue a dar-nos verdadeiros momentos de prazer 🙂