Já aqui havia falado sobre empates de amostras de vinil, mas nunca falei deste empate que, na minha experiência, tem tanto de simples como de eficaz – o split-shot!
Apesar de parecer uma coisa bastante avançada ou mesmo complexa pelo nome, depois de vos explicar (para os que não estão familiarizados com o termo) do que se trata, quase que aposto que vão fazer uma cara de espanto e dizer “há, é só isso?” 🙂
Apesar de normalmente, sempre que falamos em empate Texas, a esmagadora maioria das pessoas depreender que estamos a falar do empate Texas com uma montagem de um peso tipo bala, e de ser a meu ver esse o standard para o empate Texas, a montagem split-shot não deixa de ser eficaz, e fácil de exectuar.
O que é uma montagem split-shot?

Pesos split-shot
Tal como a montagem Carolina, o split-shot separa o peso da amostra de vinil, pois o peso é colocado vários centímetros acima da amostra. Apesar de muito acharem que se trata de uma montagem para um tipo de pesca “mais fino”, a verdade é que eu utilizo esta técnica com regularidade, sempre que as situações assim o exigem, e tenho obtido bons resultados mesmo com os equipamentos “mais pesados” que utilizo normalmente.

Anzol com peso split-shot aplicado na linha
A forma como se monta é relativamente simples, atamos o anzol na ponta do fio com um dos nós que preferimos, aplicamos o peso 30cm a 40cm acima do anzol (basta apertar o peso até que este se “prenda” ao fio) e empatamos a amostra de vinil no anzol. Já está! Feito isto, é lançar e começar a recuperar linha, animando a amostra da melhor forma e acordo com as condições encontradas.

Vinil numa montagem split-shot
A ter em conta numa montagem split-shot
Esta montagem é a minha preferida em situações em que começo por pescar sem peso, e depois vejo que necessito de adicionar peso.
É ainda de ter em atenção que, com pesos maiores, a utilização da montagem spli-shot tende a tornar-se algo chata em locais com muita vegetação, pois os pesos esféricos tendem a provocar prisões e a trazer vegetação agarrada. Pelo mesmo motivo, não será aconselhada para pescar no fundo.
Pessoalmente, prefiro utilizar esta montagem com vinis que imitem pequenas criaturas ou pequenos peixes, pois o afastamento do peso da amostra produz uma animação “diferente” da amostra, tornando-a bastante apelativa para o achigã.

Amostras que costumo utilizar em split-shot
Outro aspecto que me parece importante salientar é o facto de ser importante a utilização de anzóis finos, que se cravem com facilidade, pois as picadas com uma montagem split-shot podem sentir-se com algum atraso, visto que o peso está afastado da amostra, e situando-se no peso grande parte da sensibilidade que vamos ter, pois a amostra irá vir “meio solta”. Assim, é importante que os anzóis permitam uma cravagem fácil.
Split-shot – flexibilidade e criatividade
Uma das principais vantagens de uma montagem split-shot é a sua flexibilidade. É possível num momento estarmos a pescar com vinil empatado sem peso, e poucos segundos depois estarmos a pescar com o mesmo empate com um peso split-shot, sem termos que estar a cortar o fio e montar tudo de novo. Retirar o peso é também tão simples e rápido quanto colocá-lo, bastando um canivete para abrir a ranhura do peso para que este se volte a soltar facilmente da linha.
Depois, além da flexibilidade, permite-nos ser criativos e, por exemplo, em qualquer momento, encostar o peso à amostra e ficarmos a utilizar um “cabeçote split-shot”, bastante útil para nadar grubs, por exemplo.

“Cabeçote split-shot”

“Cabeçote split-shot” com vinil empatado
Na imagem anterior, deixei o peso propositadamente mal fechado, para se perceber que não se trata de um cabeçote normal.
Split-shot – conclusão
Sendo a meu ver a mais simples montagem de peso existente na pesca ao achigã, não deixa de ser eficaz.
É provavelmente a montagem que todos começamos por utilizar quando começamos a pescar ao achigã, mas com o passar do tempo e evolução das técnicas utilizadas, temos tendência em esquecer esta montagem simples e eficaz.
Esta é uma montagem a que continuo a recorrer com regularidade, e vocês? Já utilizaram ou ainda utilizam a montagem split-shot?? Deixem as vossas experiências nos comentários no final da página 😉


Então e o peso a utilizar deve ter quantas gramas?
Ou entre quanto e quanto?
Pergunta esta porque os colegas destas nossas lides podem não a experiencia e colocar um peso ó demasiado pesado para aquela situação ó então demasiado leve,eu proprio ja me aconteceu isso,colocar um peso com demasiada gramagem e em vez de estar a tirar partido da tecnica,estava era a fazer pior,pois alem de a amostra afundar demasiado rapido tambem era muito dificil sentir qualquer toque que fosse..
Assim a minha opinião para nós que pescamos de margem é não colocar um peso com muita gramagem,até porque de margem tambem nunca estamos a pescar assim tão fundo como se fosse de barco.
Boas amigos pescadores.
Em relação a essa técnica, digamos que é q ue eu mais utilizo, com algumas alterações. Sendo que gosto de usar um anzol da deps com uma chumbada de bala a correr com 6gr.
E uma coisa vos digo, tenho tido algum sucesso.
Um bem haja para todos vós.
Olá Sr.Alberto este é o meu segundo ano de pesca e o primeiro em que vou tentar limpar o material,podia postar algo sobre isso ou deixar alguns conselhos aqui??
Obrigado!
Uma das montagens mais versáteis que utilizo
Grande variedade de combinações entre pesos e distâncias entre este e anzol
Boas! As queridas USM com empate Split-shot funcionam 5 estrelas.
Boas pescarias!
Boas esta tecnica também é eficaz na pesca aos lucios perca
Olá Guilherme.
Não sei. Não percebo nada de lucio-percas 🙂
Bom dia. Ora eu costumo pescar muitas vezes com amostras de vinil e com o respetivo peso split-shot (pela simples razão de ser mais fácil retirar ou adicionar peso á nossa montagem). Como você disse e muito bem os chumbos esféricos trazem por vezes lismos atrás e por essa razão opto por vezes pelo peso tipo bala(embora menos vezes).
Eu costumo utilizar o peso(chumbo) acima do anzol cerca de um palmo(20cm). Mas qual é a vantagem ou desvantagem de utilizar esse mesmo peso a 40 cm ou logo acima do anzol(tipo cabeçote)? Ou qual é a vantagem por estarmos a usar um peso tipo bala?
Eu sei que estas questões dos pesos e das distâncias pode variar muito de pescador para pescador, mas de qualquer maneira se você me fizer o favor de esclarecer(quando puder) eu ficava agradecido.
De qualquer das maneiras e mais uma vez o meu muito obrigado pelos vossos artigos que são um bom esclarecimento para pescadores com menos experiência.
Cumprimentos.
Pedro Santos
Olá Pedro.
Os pesos tipo bala são mais à prova de prisões, e tendem a ser utilizados para montagens Texas, de forma a tornar a montagem mais compacta.
A distância a que colocamos o peso da amostra influencia o trabalhar da amostra. Se colocarmos o chumbo a 40cm em vez de 20cm, a amostra irá trabalhar mais livremente, com maior liberdade de movimentos.
Colocar o chumbo logo acima do anzol permite pescar a curricar, como se estivéssemos a utilizar um cabeçote normal.
Olá Alberto.
Mais uma vez obrigado pela sua rapidez na resposta.
Eu costumo usar o empate Texas nas minhas amostras, seja com que peso for, mas vou ter em conta as suas indicações e tentar obter melhores resultados.
Obrigado e cumprimentos.
Pedro Santos
Bom dia. Nas últimas semanas tenho tido algum tempo livre e fui fazer umas pescarias com as minhas tais amostras de vinil e durante o tempo que tive á pesca fui tentando jogar com a questão das amostras e do peso a utilizar, e bem apesar de não fazer grandes pescarias (2/3 palmeiros e ás vezes nada) já dava para entreter. Só mais recentemente tenho tido tempo e dá-me ideia que as barragens já estão muito batidas e os peixes um tanto escaldados.
Mas bem, passando ao que interessa a meio de uma manhã, ainda não tinha apanhado nada e fui a minha caixa e decidi experimentar um crankbait daqueles sem pala/lipless (o único que tinha) e decidi fazer uns lançamentos numa parte mais funda da barragem. Eu tenho aquela amostra há uns bons anos e nunca tinha apanhado nada com ela, mas bem passado pouco tempo apanhei dos achigãs (o que para mim já é muito bom) e só não apanhei mais porque logo a seguir ficou presa no fundo a umas pedras penso eu.
A pergunta que aqui deixo é a seguinte: pescando eu sempre de margem é melhor apostar em amostras destas sem pala ou experimentar a comprar um crankbait com pala mas de menor profundidade? Ou não aconselham estas amostras a quem pesca de margem?
Bem obrigado pelas vossas dicas e cumprimentos.
Pedro Santos
Olá Pedro.
O melhor será ter os dois tipos 🙂
Olá Alberto.
Obrigado pela rápida resposta mais uma vez. Só perguntei isto porque não sabia se este tipo de amostras era o mais adequado.
Bem obrigado e cumprimentos.
Pedro Santos