É já amanhã o tão aguardado dia 16 de Maio de 2014.
Por todo o país, os pescadores de achigã planeiam este dia desde Março, e muitos outros esperam por ele talvez desde o final do mês de Outubro de 2013.
Desde Janeiro deste ano que publicamos semanalmente 2 novos artigos sobre pesca ao achigã. O artigo de hoje será uma excepção. Em véspera de tão aguardada data, publicamos hoje um artigo que foca os recursos essenciais, de entre os 40 artigos publicados durante este ano, vou salientar todos os aspectos mais importantes e que devem ter em conta para terem a melhor abertura possível, mas para começar, vamos abordar um tema novo e essencial – a preparação do material.
Preparação do material – organização
Quer seja para um dia de pesca descontraído com os amigos, a abertura ou uma prova, a preparação que fizermos antes desse dia irá traduzir-se numa maior ou menor eficácia na pesca no dia D.
Todos nós temos aquela caixa de amostras para onde vai tudo o que vamos trocando…
Como pesco de margem, gosto de manter as minhas amostras de vinil nas embalagens originais, mas à medida que vou usando e trocando, acabam por ir para à caixa “das usadas”. Não quer dizer que não estejam em condições de voltarem a pescar, mas não devemos colocar as amostras molhadas junto das restantes, e assim o meu sistema é colocá-las numa caixa, juntamente com todo o material associado a vinis, para mais tarde, depois de secas, voltar a colocá-las nas suas embalagens originais. Ora, a parte do voltar a colocar nas embalagens originais raramente acontece, e ao fim de algum tempo é o caos! 🙂
É necessário organizar “estas caixas”, de forma a que, no dia da pescaria, tudo esteja nos seus devidos locais, e o que quer que se pretenda utilizar seja fácil de encontrar, caso contrário, iremos perder muito tempo a procurar “aquela” amostra, e para quem esteve 2 meses à espera, o que se quer mesmo é pescar!
No caso das amostras rijas, o problema ainda é maior, visto que não tenho uma caixa onde coloco as que vou trocando, nada disso… Se forem como eu, as que vão trocando, vão para o lugar da amostra que vamos utilizar a seguir… Conclusão: caixas com todos os tipos de amostras, sem qualquer organização, e que tornam as trocas de amostras cada vez mais difíceis, pois passado algum tempo, já ninguém se lembra em que caixa está o quê!
Assim, é preciso organizar as caixas com as amostras separadas por tipo (superfície, cranks, jerks, etc). Dessa forma, quando quiser pescar com a passeante X, já sei que está na caixa das amostras de superfície.
Preparação do material – trocar fateixas
Enquanto separamos e organizamos as amostras rijas, devemos aproveitar para verificar o estado das fateixas. Fateixas ferrugentas ou pouco afiadas devem ser trocadas por novas. Este cuidado fará com que se percam menos peixes ao longo da época.
Preparação mental
Preparado o material, é altura de nos prepararmos mentalmente. Chamo preparação mental ao processo de reunir informação sobre pesca ao achigã, de forma a aprendermos o máximo sobre a pesca ao achigã, para que, consoante as condições que encontrarmos na água, nos consigamos adaptar o melhor possível.
Este poderá ser um dos grandes segredos da pesca, a par do que foi desvendado pelo Hermínio Rodrigues em Fevereiro deste ano no artigo O grande segredo da pesca.
Também dentro do tema de aprendizagem, publicou-se o artigo Aprender como se aprende, onde se falar de formas de aprender mais rapidamente.
No que toca ao achigã e ao seu comportamento, devemos ter em atenção que, apesar de terminar o período de defeso, em muitas massas de água pelo país fora, os achigãs ainda não terminaram a desova. É necessário compreender como se processa a reprodução do achigã, e pescar de forma consciente. Sempre que capturem um achigã que vos pareça ainda estar cheio de ovas libertem-no, mas tenham atenção e cuidado com a forma como o manuseiam, pois o facto de o libertamos não é garantia que sobreviva se for mal tratado e manuseado durante toda a fase da captura.
Outra coisa importante, é estarmos conscientes dos motivos que levam o achigã a atacar uma amostra. Ainda relacionado, poderão estar as cores das amostras.
Ao contrário do que aconteceu no ano passado, este ano a abertura promete tempo quente e bastante sol. No entanto, podem existir sempre oscilações e até mesmo erros nas previsões, pelo que é sempre bom ter noção do que é uma frente fria e do que podemos fazer para contrariar as dificuldades que elas nos colocam na pesca do achigã.
Depois, em relação à acção de pesca em concreto, devemos estar cientes do que esperar do comportamento do achigã depois do defeso. Em relação a amostras, podem basear-se no artigo deste mês sobre as melhores amostras para achigã no mês de Maio. No caso de encontrarem peixes nos ninhos, um senko será uma boa opção. Já aqui falei das técnicas mais eficazes para pescar com senkos. Um jig também será uma boa opção nestas condições. Se encontrarem uma vasta área de águas baixas, experimentem um jig com lâmina 😉
Se notarem que os peixes fogem dos ninhos quando as vossas amostras passam por lá, afastem-se durante algum tempo, e depois tentem uma apresentação mais finesse, como aquela a que eu recorro tanta vez – o split-shot.
Para a semana espero já aqui escrever sobre grandes capturas obtidas na abertura. Até lá, fiquem com o vídeo da minha melhor captura do ano passado:







Olá, em primeiro lugar quero felicita-lo por esta excelente página tenho aprendido muito por aqui, obrigado por partilhar os seus conhecimentos, em segundo lugar queria saber se é possível dizer-me qual a marca e modelo dos cranks que estão na caixa, os cranks são as amostras que eu mais gosto, já procurei na net mas não encontro nada parecido, talvez por falta de conhecimento, muito obrigado
Olá Paulo
Os cranks não são de marca nenhuma, são personalizados, totalmente pintados à mão!
Comprei à uns anos nos USA.
Boa noite, tenho lido e acompanhado a pagina, iniciei-me no achigã á muito pouco tempo, tudo o que sei (ou não) veio praticamente tudo desta pagina que desde já agradeço, reparei que nunca ou quase nunca se fala sobre os lugares onde vão pescar, eu fui algumas vezes (3 dias) á Barragem de Castelo de Bode e o único achigã que tirei era pouco maior que o crank que estava a usar. 😀 Um pouco desmotivante, talvez, mas não queria desistir já, fiquei na duvida se o problema era meu ou se simplesmente não é uma boa barragem.
Queria aproveitar para perguntar se alguém pode partilhar algum segmento de rio/barragem na zona centro para poder tirar as teimas.
Obrigado
Olá Rui, bem vindo!
É com prazer que vejo que o nosso esforço tem sido útil para quem está a começar 🙂
Quanto aos locais de pesca, é verdade, não é um tema que se aborde por aqui. No caso dessa barragem em concreto, pelo que tenho ouvido dizer (eu não conheço) é um pouco difícil…
No Entroncamento existe um local onde já ouvi dizer que existem uns bons achigãs, mas não sei o nome. É questão de procurares 😉
O melhor mesmo é perguntar nas casas de pesca de cada região, eles sabem melhor que ninguém onde se está a apanhar peixe em determinada altura.